quinta-feira, novembro 12, 2009
Já havia Lucky Strike na Idade Média!?
segunda-feira, outubro 12, 2009
Jorge Jesus - Napoleão Bonaparte


sexta-feira, julho 03, 2009
Do Bairro do Lagarteiro ao Circuito da Boavista
Do Bairro do Lagarteiro ao Circuito da Boavista
O outro lado da vida de Luís A. Milton
O piloto portuense de WTCC é hoje um homem rico, mas nem sempre foi assim…
As origens são mais prosaicas actualmente, não é difícil detectar no universo da emigração, do têxtil, do futebol e do karting campeões do presente e certezas do amanhã. É uma vida dura, sempre a fazer e desfazer as malas; jogar ou correr; frequentar descontraídos eventos sociais; e coleccionar namoradas fugazes.
No princípio é preciso vencer grandes dificuldades como lutar pelo mesmo edredão.
É o outro lado. Agora no lado iluminado da vida passa-se a noite no jacuzzi com a namorada. Jacuzzi enorme, borbulhando elogios, apascentando o dia de amanhã.
No Bairro do Lagarteiro costumava ficar com os amigos no pelado jogando futebol; babando o ego refodido na pintura metalizada dos automóveis dos mais velhos. Quebrava-se a modorra quando a junta de Freguesia de Campanhã juntava a maralha dos bairros, todos com subsídio escolar e más notas, ou mesmo nenhumas, para lhes oferecer uns dias de férias num parque de campismo junto à praia de Árvore. E foi aí, que junto de uma velha caravana Bedford que lhe apareceu a redenção. No atrelado do veículo havia um Kart. E deve-se ao Kart o facto de hoje ser embaixador no Sheraton, Hilton e Ritz. Hóteis de 5 estrelas, luxuosos e impessoais, que são tratados com insinuação de um habitáculo familiar, como aquele palacete que tem na Foz. Ao lado do ninho do campeão, existem sempre uns aposentos para alguns familiares ou para receber amigos da família. – “É para jogar playstation, para estar com a família…” Retorque deleitado; preferindo manter as coisas calmas, privadas. Aliás o mais parecido com o ambiente caseiro, mas onde falta a comida caseira: francesinhas, tripas à moda do Porto, rojões à Minhota, cozido à Portuguesa, bacalhau à Braga são os seus pratos favoritos. Da comida estrangeira gosta apenas da Italiana, excepto pizza; há noite prefere um bom bife com molho inglês.
A mesa de mistura e o sintetizador fazem parte do real quotidiano desta pessoa bem. Depois de algumas duras jornadas de trabalho remistura com o Virtual Dj as músicas de DJ`s famosos, alguns seus amigos de férias em Ibiza ou das Caraíbas.
Apesar de pessoa de bem, continua a dizer que gosta de andar na estrada. – “Adoro viajar. Gosto de ir a sítios diferentes, ver coisas espectaculares e conhecer gente nova. É importante apreciar estas coisas, pois estamos sempre em viagem; correr no WTCC é a minha vida.” Recorda e Prossegue. –“ No ano passado disputei a primeira corrida nocturna de sempre da WTCC. Como a corrida se realizou de noite, tivemos de manter os quartos escuros, tomar o pequeno-almoço à hora do almoço e ter a certeza de que as empregadas de limpeza não nos acordavam durante as manhãs, quando ainda estávamos a dormir. Tudo correu pelo melhor. Foi um fim-de-semana louco. Vi filmes até às quatro da madrugada com o Tiago Monteiro.
O piloto pode tratar os quartos de hotel como se fossem o seu apartamento, mas de cinco em cinco dias tem que fazer as malas e partir para outro sítio. Esta semana corre no Monáco, mas dentro de um mês – mais dia menos dia – vai correr no Grande Prémio WTCC no Circuito da Boavista. Segundo o piloto – “O Mónaco e a Boavista são provavelmente, os meus dois grandes prémios favoritos. Estou em casa, por isso sei que vou ter um enorme apoio. Há mais apoio dos nossos fãs do que se pode imaginar; o meu relações públicas disse-me que todas as colectividades desportivas e recreativas de Campanha, Valbom e Rio Tinto quotizaram-se e pediram apoios para ver a minha corrida na Boavista.”
O nosso piloto garante ainda que está profundamente reconhecido por Rui Rio, presidente da Câmara do Porto ter trazido para a cidade do Porto o WTCC e as 500 milhas da Boavista em Kart. Só que desta vez o velho Kart não foi convidado.
terça-feira, maio 19, 2009
E o nosso mundo ficou mais alegre!....
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Pastorais (a continuação...)

Tecnologia para todos
Homem que confunde
Sutiã com software
É porque passa a noite online
Em lugar que dormir com a mulher.
Quando a porca torce o rabo
Já se vê
É porque quer ver futebol
Em HD.
Mulher que oferece playsation
Em Janeiro
É porque te anda a enganar
Com o padeiro.
Com a fotografia digital
Tanto captamos a imensidão da vinha
Como toda a subtileza
Do cú da galinha.
Se o teu rebanho
Pula e sacode
É porque uma das ovelhas
Está a ouvir I-Pod
O GPS que anunciam na TV
Tanto mostra o caminho para a mercearia
Como o ponto g.
quinta-feira, janeiro 22, 2009
Não temos vergonha na P*** da Cara!!!
Dois sem vergonha como nós não deviam ter um blogue. É um insulto à inteligência. É um insulto aos leitores – se os houver ainda. A vontade sempre adiada procriou 2 meses de secura. Não é crise existêncial, tanto quanto sabemos é falta de tempo.
Desde Novembro que a consciência foi amordaçada, mas hoje, dois dias após a tomada de posse de Barack Obama (não existe nenhuma ligação, é uma elacção randonómica) vamos publicar uma nova gulosiea para entreter o Miguel, o Tareco e a Rebeca.
Pronto, cá vai disto; pode tanto fazer bem ou mal a estômagos subnutridos de Crónicas do Demencial.
Pastorais
Tecnologia para todos
Se o teu filho
Quer uma consola
Manda-o trabalhar nas obras
E vergar a mola.
Se o pai não alimenta o filho
Como é de lei
É porque ainda está a pagar
O leitor de blueray.
Homem que se gaba
De sair com muitas raparigas
É porque tem um sexo
De vinte gigas.
O Zé e o Miguel
Gostam da rede partilhada
Agora gostariam de ter a concexão
E esconder a revista emporcalhada.
Mulher que procura
Homem de pau rijo
É porque quer piça
E não quer marido.
Jovem não deixes ao acaso
Os teus dvd´s
Há quem queira saber
Como as tuas garotas perderam os três.
Se o teu primo do estrangeiro
Dá notícias pela banda larga
Deixa a tua família falar com o paneleiro
Para se falar no bairro de lata.
Hoje as finanças
Enviaram um e-mail
Mas não vais em cantigas
E escondes na offshore o papel.
sexta-feira, novembro 14, 2008
Peixe Amarelo
Imagem: Peixe Amarelo mantido de molho na banheira, antes de ser cozinhado. Obrigado Experience Tuga pela imagemO Peixe Amarelo
Já não somos um país de marinheiros, a água provoca-nos convulsões como se fosse alergia. O mar só é importante porque é o viveiro dos peixes, uma fonte de proteínas. Dá pena, pois já não é o viveiro dos Homens, dum passado glorioso; não é mais do que uma recordação cronológica.
A marinha de comércio marítimo desapareceu. A marinha de pesca foi abatida por um grupo de betos desejosos de mostrar o tpc feito à Europa. Mas ninguém disse que o peixe amarelo tinha acabado.
Afinal, como é que vamos pescar o peixe amarelo se não temos frota e mais importante estamos a ficar sem meios humanos!!!
Desta feita, o peixe amarelo é uma questão que engasga os nossos governantes. O tecido empresarial e os economistas calam-se. Não acreditamos que o silêncio seja tácito, significará quando muito a despreocupação burguesa.
Quanto ao peixe amarelo, note bem, qualquer confusão com o seu peixe-dourado, não vai de encontro á substância inerente ao fenómeno “peixe amarelo”, fenómeno ostracizado e sub-explorado. A solução não é ficarmos pela água estagnada do aquário onde vive o peixe-dourado. Nunca resolveremos o problema do relançamento da indústria marítima com um placebo, somente uma boa seringadela alcançará objectivos duradouros!
Descrição do peixe amarelo
O peixe amarelo pertence á família dos peixes de água doce, a sua maternidade localiza-se nos rios. Mas vive a idade adulta na água salgada, também podendo ser encontrado na foz dos cursos de água e estuários. Dizem os especialistas que a natureza deste ser está intimamente ligada ao ciclo das marés, comportando-se o peixe de acordo com os ciclos, aproveitando-os, e mormente as marés vivas para subir o rio e se reproduzir. Contudo esta teoria carece de mais estudos, até ser completamente aceite. Pois até hoje ninguém conseguiu ver ao vivo a desova do peixe amarelo.
Presentemente, apenas Portugal é a única excepção em toda a Europa a confirmar a existência desta nova espécie que começou a aparecer nos meios aquáticos nos anos setenta.
Uma parte da comunidade científica já se pronunciou. Porém o Estado e os diversos governos estão muito passivos, quanto a apoiar investigações mais profundas.
Segundos os cientistas, a nova espécie poderá ter sido trazida pelos antigos combatentes da Guerra Colonial: a Europa que se cuide! Outra teoria traz-nos a hipótese de que o peixe amarelo descende do peixe tripa, e é uma subespécie deste último. A primeira teoria é defendida pela Escola Superior de Ciências Náuticas de Setúbal; quanto á segunda hipótese é proposta pelo Centro de Estudos Marítimos do Norte – Matosinhos.
Como identificar a espécie?
Se for pescador desportivo ou fazer caça submarina estas dicas poderão ser muito úteis.
1_ O peixe amarelo não tem um tamanho predefinido. Por isso não poderá dizer que pescou o maior peixe amarelo da costa portuguesa!
2_ A cor do peixe amarelo tem cambiantes, tons claros significam que o peixe é juvenil, tons escuros significam que o peixe é adulto ou velho.
3_ Um peixe amarelo pode viver até aos 10 anos, mas já apanhados exemplares até aos 14 e 15 anos.
4_ Quando dá á costa morto, o peixe amarelo adquire uma tonalidade de couro pardacento.
5_ Quando pescado á linha incha! Um fenómeno único na fauna piscícola.
6_ Em ambientes aquáticos localizados nos estuários e foz de rios é possível encontrar o peixe amarelo nos lugares mais pantanosos onde procura abrigo na fase juvenil e na mítica reprodução e desova.
7_ No alto mar a pesca por arrastão já trouxe alguns exemplares á superfície, é portanto um peixe que habita até nos locais mais recônditos do oceano.
8_ Como identificar um juvenil? Junto á barbatana todos os juvenis apresentam uma forma típica de um nó.
9_ O peixe amarelo é um ser solitário, nunca foram vistos cardumes de peixes amarelos, quando muito é possível que se formem grupos de 2 ou 3 elementos, sempre peixes machos.
10_ O peixe amarelo não é uma espécie agressiva. Se inchar não se assuste, o peixe não o vai morder ou fazer uma descarga eléctrica.
11_ O paladar do peixe amarelo é muito apreciado pelas mulheres, especialmente as ovas. O homem tende a rejeitar um bom prato de peixe amarelo, muitos homens dizem que o peixe amarelo lhes provoca mau hálito. Alguns que o comem preferem o peixe amarelo juvenil. Os rabos são muito apreciados para petiscar, são os chamados rabinhos de peixe amarelo.
12_ A grande controvérsia do peixe amarelo, que vale a pena focar, tem a ver com duas questões fisionómicas distintas á volta do “apêndice do peixe amarelo”. A Escola Superior de Ciências Náuticas de Setúbal advoga que o peixe amarelo possui um sensor especial que muitos leigos chamam de “olho do peixe amarelo”. Já o Centro de Estudos Marítimos do Norte – Matosinhos arvora que o peixe amarelo possui um protuberância disfuncional como o pâncreas humano, e defende que essa protuberância teve uma importância fundamental á centenas de milhares de anos.
Estas duas questões já levaram a que alguns congressos fossem encerrados pela organização porque os intervenientes entraram em debates muito acalorados.
terça-feira, outubro 28, 2008
Toponímias da Ruralidade

A crónica desta semana apresenta uma lista das ruas de uma Freguesia que tanto pode ser suburbana ou rural, no entanto preste atenção, pode ser uma freguesia a 35 km dos grandes aglomerados populacionais de Lisboa e Porto. Este fenómeno está longe de se encontrar restrito à província profunda. Por isso não entre em contextualizações estapafúrdias com o objectivo de ridicularizar os mataruanos de Portugal, estes como se sabe já estão a sofre na pele e na carteira as últimas medidas deste governo, as atitudes dos grandes grupos económicos, dos Valentins Loureiros que pululam e da Igreja que ainda assusta com os seus discursos um tanto insípidos.
Acredite, pode deparar-se com coincidências felizes e ser surpreso ao encontrar uma rua com o mesmo nome na qual onde você vive. É verdade, sempre dizem que estamos num país pequeno, etnicamente.
Espera-se com este contributo fornecer novidades toponímicas sobre terras como
S. Jorge de Murrunhanha, Vila Nova da Rabona, Merdaleja, Curral de Moinas e Casal da Burra. Localidades relacionadas com a ficção e humor. A propósito, sobre Vila Nova da Rabona, governada pelo grande Presidente Ezequiel Valadas, soubemos pelas entrelinhas do texto que os Gato Fedorento apresentaram no Diz Que É Uma Espécie de Réveillon, que Vila Nova da Rabona é Vila Nova de Gaia… ficamos mais calmos e orgulhosos por ficar a saber que S. Jorge da Murrunhanha representa o Porto. Como sabemos isto, é simples, num sketch dos Gato Fedorento as duas cidades discutiam a construção de uma ponte no rio que as separa.
A anedota desta crónica está em fornecer o nome e significado de alguns arruamentos com um objectivo maior. A partir deste material até o mais verborreico ou anémico aspirante a escritor poderá elaborar um romance ou pequeno conto para entreter uns quantos palermas. Num estilo entre o Camilo Castelo Branco e Eça de Queiroz, com matizes provinciais dentro do estilo seminarista sem esquecer o pitoresco da direita ultra conservadora e rural. E por que não meus amigos, já que se anda á procura da nova literatura portuguesa – dizem-no no Expreso! Não faríamos o romance, – pelo menos assim – mas por que não. Até uns obscurecidos escritores de sátira podem ter o seu quinhão de felicidade. Felicidade ilusória, felicidade transitória, mas felicidade.
Imaginamos já um grande plano de Vila Nova da Rabona ou porque não Fânzeres de Gondomar, um plano que se aproxima de um edifício onde se alardeia um novo escritor que vai receber o prémio do primeiro lugar. E a partir dessa cerimónia, continuamos improvisando, abordando a sua história de vida com uma pitada de Woody Allen, explorando a temática da crónica social de um artista.
Não! Isso é só para alguns; não que isso até podia ser uma história genial.
Nos preferimos escrever um romance de província que será editado pela Editora Provinciae num papel pálido com capa muito brilhante. É o que se arranja com o orçamento pago a meias pela Junta de Freguesia e pelo ancião da família retratada.
Por agora fazemos só as ruas, eis o esqueleto do romance.
Rua de S. Martinho
Mais conhecida por se situar a Igreja velha do padroeiro da terra e albergar o tumulo do fundador. Local muito frequentado por turistas e “perdidos”.
Rua do Ferrador
Local onde os cavalos e burros eram ferrados, aí se localizou o médico do povo até que construíram o Centro de Saúde; o clínico dos dois reinos animais não passava receitas, não fazia horas extra – ordinárias nem estava escalado para o SAP.
Rua da Quelha
Rua medieval muito apertada, para a qual ainda são lançados alguns detritos como água da louça, do balde da esfregona… Felizmente o Presidente da Junta já realizou a instalação do saneamento básico, senão hoje teria de falar de merda…
Rua das Cortes
Antigo conjunto de manjedouras, no qual se erigiram as modernas casas de emigrantes.
Rua dos Carvoeiros
Local onde morava uma família – dizem – com maus hábitos higiénicos, ou seriam mesmo carvoeiros remediados, causando a inveja dos vizinhos.
Rua do Tanque
Rua no núcleo medieval da vila, onde se lava a roupa. Local de cochicho.
Rua do Cabo Manuel (1895-1984)
Rua que homenageia um Cabo mortífero que participou na Iª Guerra Mundial
Rua das Cunhas
Atrás da Rua de S. Martinho, para ela davam a traseiras da antiga câmara municipal e junta de freguesia, por lá ainda costumam entrar os edis locais. É um habitué.
Rua Central
Na qual se situa o tradicional Café Central, cais para as circulares conversas dos homens
Rua Presidente Mário Borges (1951-)
Que por acaso é a rua do presidente da Junta de Freguesia á 20 anos. Local onde mora o mesmo e se situa o Café Imperial e Pensão Imperial, propriedades do mesmo.
Rua da Quinta (Antiga Rua dos Viscondes)
Rua onde vive a reputadíssima família dos Alves, familiares do influente Abade de S. Martinho (adquiriram a quinta a um falido construtor civil. Antiga propriedade dos Viscondes de S. Martinho os Bernardes de Aguiar até 1972). Só aqui podia passar-se uma novela da TVI com 200 episódios.
Rua do Fontanário
Ou o local mais conhecido por albergar as folclóricas beatas. O quê, novamente!
Rua da Estrada Municipal
Ou a rua onde passa – inevitavelmente - a estrada municipal
Rua do Estádio de Futebol Presidente Mário Borges
Pode já não haver futebol há quase 10 anos mas a obra mantêm-se. Local com muitas casas modernas, construídas pelos bajulados emigrantes do Luxemburgo. Os mais amados e ricos.
Rua das Comédias
Situada no núcleo nobre do século XVIII, albergou o antigo teatro Aguiar, demolido nos anos 80 para dar lugar ao mini mercado Silva e Filhos.
Rua do Abade de S. Martinho (Josué da Salvação Alves 1886-1973)
Rua que homenageia um Abade natural da freguesia, a maior referência local durante o Estado Novo. Presidente de Junta entre 1949-1962
Rua Dr. Joaquim Chamorro (1935-1984)
Rua que homenageia um político com o estilo de Francisco Sá Carneiro, tal como este morreu precocemente. Presidente da Junta (1977-81), Presidente da Câmara (1981-1984)
Rua do Comendador Ruy Isaías (1837-1918)
Filho da terra emigrado para o Brasil onde obteve uma avultada fortuna na exploração do café, usando a escravatura e depois imigrantes, benemérito social quando retorna a Portugal em 1901.
Rua de Trás
Rua de má fama por aí perderem a virgindade muitas jovens. Localiza-se na mesma um pequeno altar a S. António, do qual se espera que conserte as bilhas partidas.
Rua da Lanterna
Também conhecida por ter até aos anos sessenta a única casa de alterna das redondezas.
Agora nas redondezas contam-se as casas de alterne pelos dedos das mãos.
Rua Bacharel Bermudo Galopim da Costa (1889-1928) (Antiga Rua 28 de Maio)
Amanuense, Presidente da Junta entre 1922-1926, republicano e escritor com grandes aspirações, infelizmente o meio social matou-o assim como o arqui-inimigo Abade de S. Martinho, foi reabilitado durante o consulado socialista na Câmara Municipal (1985-1989)
Rua da Associação Recreativa e Cultural e Desportiva (ARCD S.M)
Criada pelo Grande Joaquim Chamorro, em 1961.
Rua Padre Jesuíno Amaro Matias (1941-)
Sucessor do Abade de S. Martinho depois de afastado o reformador Padre Marco Rio em 1979.Ditador vitalício do Centro Social e Paroquial da vila.
Rua da Nossa Senhora de Fátima
Criação do Padre Jesuíno Amaro Matias em 1987, para comemorar o milagre tecnicolor de Fátima no ano de 1917.
Largo do Emigrante
Local onde irá desembocar a futura Avenida do Emigrante em Agosto de 2008, embora as obras já estejam atrasadas. Mas como os emigrantes só cá ficam um mês nem vão dar conta do atraso.
Largo D. Martim Galopim de Meneses
Acredita-se que no século XII teria fundado aí a sua villa e consequentemente a aldeia
de S. Martinho.
Beco Pequeno
Local onde segundo a lenda D. Martim Galopim de Meneses construir o solar acastelado, fundando a villa de S. Martinho no século XII.
Beco Grande
Arruamento onde se situam os correios, abertos de segunda a sexta das 14.00 ás 16.30.
Dava um grande livro, não diga que não.
quinta-feira, outubro 23, 2008
Contos dos Beijos Negros com Três Grandes Conselhos de Bruno Aleixo - Última postagem

10
Aires foi ao psiquiatra, anda com nervos, e irrita-se com frequência, e além disso sente estados de apatia. O doutor pensa que se trata de distúrbios bipolares, mas Aires conhecesse bem e sabe que na realidade anda com desejos de realizar Beijos Negros a algumas clientes, e como se já não bastasse isso tinha fantasias com homens.
terça-feira, outubro 14, 2008
Contos dos Beijos Negros com Três Grandes Conselhos de Bruno Aleixo

9
Era só um chá. Mas o Aires não gostava de servir chá. Era uma das poucas bebidas quentes onde não ousava meter o instrumento sexual. O que fazer?
Porque não aviar a bexiga naquela chávena? Qual é o mal, afinal ainda à pouco estivera a beber chá. Ao mesmo tempo poupava nas contas do bar. A cliente poderia voltar e chamar mais alguém para beber aquele chá de edição limitada, com propriedade terapêuticas.

