terça-feira, novembro 24, 2009

Educação do Cagalhão...



Sejam bem vindos à primeira Crónica do Demencial depois da última. A partir daqui tentaremos fazer uma crónica pelo menos a cada 4 meses. É bom saber que ainda nos importamos…

Bem, o tema sorteado da fabulosa (e muito poeirenta) tômbola de temas das Crónicas do Demencial é a Educação. Um tema muito sério, e como tal vai ser tratado com a seriedade que lhe assiste.

O estado actual da educação vê-se pelo seguinte: antigamente (no tempo dos antigos, no século passado) quando um pai era chamado à escola por o filho ter mandado um peido e ter levado umas reguadas de madeira nas mãos, ainda levava na cara e o pai até agradecia à professora por dar educação ao filho (eu levei muitas e aqui estou eu).

Hoje em dia, os encarregados de educação mostram interesse e iniciativa ao irem à escola após o filho ter sido repreendido por desrespeito aos docentes, e ao chegar à escola, é o professor a levar na cara!

A educação actual tem quatro faces: O Ministério, Os Professores, Os Pais, e os Alunos.

À uns anos atrás, houve uma insurgência relativamente a uma geração de adolescentes que de diferentes, foi no aproveitar da sua “recém” adquirida liberdade para usar camisas de flanela aos quadrados, calças rotas e ouvir musica dos Metallica, Nirvana ou Gun’s & Roses e de experimentarem inocentemente o que de novo o mundo lhes proporcionava.

Do quadro negro pintado na altura, só existe a memória da repreensão na mente de quem a sofreu e os “rotulados” de geração rasca são agora a força laboral do país, tendo muitos deles cargos importantes, vidas de sucesso e até filhos.

O que nos leva à geração actual.

Não sei se repararam, mas de certa forma, a série/novela adolescente da TVI “Morangos com Açúcar” foi a revolução dos cravos para a presente geração.

Álcool, sexo, violência, crises, moda, posses, e dramas são alguns dos pratos fortes do dia-a-dia desta nova fornada de jovens portugueses.

Como tal, e com a crescente “liberalização” de costumes, surge a “Geração Morangos”. Jovens que influenciados pela série do mesmo nome, adoptam as modas e comportamentos, adoptando essa “realidade” como sua.

Oito anos depois do surgimento da série, o resultado está à vista. O novo adolescente-tipo “pré-fabricado”.

Com um estilo igual para todos, o adolescente é “independente” da vontade dos pais, bebe, tem relações, entra em brigas, vive dramas e ostenta posses de tudo o que é gadget actual desde os 6 anos de idade. O respeito e trabalho são meras palavras no dicionário, trocadas em detrimento da nova língua Portuguesa pós-sms.

Os casos de problemas com estes adolescentes são inúmeros e bem vivos na memória colectiva.

Problemas nas escolas, cafés, bares, discotecas e nas ruas estão documentados. Com o passar do tempo, também a promiscuidade aumenta em proporção (entrando neste campo daria uma crónica inteira).

A ajudar à festa vêm os novos costumes na sociedade actual, super-protectora para quem de si já é difícil de controlar e de incutir regras.

Se um professor agir contra um aluno (que por acaso o desrespeita, desautoriza e por vezes agride à frente dos colegas), é o professor o alvo de repudia e até alvo de processos internos. Boa onda.

A não ser que seja filmado e vá parar os olhos do grande público...

Na geração Morangos, os pais também têm um papel importante: o de figurantes de cartão.

Na ânsia de não terem que lidar com os filhos, desde cedo que os habituam a receber “presentes” só para poderem olhar para o lado, incutindo-lhes uma total desresponsabilização e o saber de gerações que diziam “se pedir, eles dão logo”. Como tal, é esta a sua preparação para os desafios vindouros da vida, como a responsabilização pelos actos e o ingresso no mercado de trabalho.

Nisto entra o Ministério da Educação a policiar e condicionar os professores que à partida já estão no meio de uma "zona de guerra" armados apenas com uma colher.

Pessoalmente concordo com os professores num ponto: a avaliação deveria ser alterada. E devia ser alterada de modo a que o novo modelo de avaliação contemplasse o número de murros nos dentes, empurrões, insultos, desrespeitos, aulas dadas em silêncio e em que agentes exteriores alheios ao ensino condicionam o seu trabalho.

Poderia ter ainda a inovação da participação dos encarregados de educação na avaliação dos professores através de vários graus de satisfação que iriam desde "Palhaço" a "Filho da Puta".

Daí a minha solidariedade para com as manifestações dos professores. Se bem que à primeira vista pensei que tais manifestações fossem pelos constantes aumentos do preço dos combustíveis, dos bens essenciais, das taxas de juros, dos fechos dos centros de saúde, da inflação, dos aumentos inexistentes dos salários e perda de poder de compra ou até que o Benfica tivesse ganho o campeonato, mas não. E acho muito bem.

O país adora conversar sobre professores, mas nunca fala sobre educação.

Portugal ainda não arranjou coragem para lidar com este facto: os alunos acabam o secundário sem saber escrever.

Eu também vou fazer uma marcha indignada. Vou descer a avenida com a seguinte tarja: "Os alunos portugueses conseguem tirar cursos superiores sem saber escrever". A coisa mais básica – que é saber escrever – deixou de ser relevante na escola portuguesa.

De quem é a culpa? Dos professores? Certo. Do Ministério? Certo. Mas os principais culpados são os próprios pais. Mães e pais vivem obcecados com o culto decadente da psicologia infantil.

Não se pode repreender o "menino" pois isso é excesso de autoridade, diz o Psicólogo. Portanto o petiz pode ser mal-educado para o professor.

Não se pode dizer que o "menino" escreve mal pois isso pode afectar a sua auto estima. Ou seja, o rapazola pode ser burro, desde que seja feliz.

O professor não pode marcar trabalhos de casa porque o "menino" deve ter tempo para brincar. Genial: o "menino" pode ser preguiçoso desde que jogue na consola.

Ora, este tal "menino" não passa de um monstrengo mimado que não respeita professores e colegas pois não conhece tal conceito.

Mais: este monstrengo nunca reconhece os seus próprios erros. Neste mundo Peter Pan os erros não existem e as coisas até mudam de nome. O "menino" não escreve mal; o "menino" faz, isso sim, escrita criativa. O "menino" não sabe escrever recessão mas é um Eça em potência.

Se querem culpar alguém pelo estado da educação, os pais que se olhem ao espelho.

Entretanto um novo elemento surgiu que sozinho faria uma nova crónica: O Novo Acordo Ortográfico. Concordo com o acordo.

Assim os "meninos" já estão ensinados.

Para finalizar deixo uma reflexão:

Em Portugal, o poder de compra caiu de tal modo que a classe média, sentindo na pele, já é classe baixa.

No seu estilo inconfundível, o Bloco de Esquerda atacou o Governo com o seguinte argumento:
- Temos a situação tão degradada com os valores éticos, sociais e morais a ser postos quotidianamente em causa por este Governo, que até universitárias estão a começar a prostituir-se.·

A resposta de Sócrates não se fez esperar:
- Em primeiro lugar, este Governo não recebe lições de ética, nem quaisquer outras, de ninguém; em segundo lugar e como é apanágio de V. Ex.ª que já nos habituou à distorção sistemática da realidade, o que acontece é exactamente o oposto: a situação é tão boa que até as prostitutas já são universitárias.

Um grande bem-haja e até um dia destes!

quinta-feira, novembro 12, 2009

Já havia Lucky Strike na Idade Média!?


Não sei o que fizeste para seres tema nas Crónicas do Demencial (agora num formato minimal e comatoso) acho que tentas-te ser uma celebridade. Sobre ti, sei o que apenas sabe um mero observador, nada de mais, é só mais um humano a cambalear; não entrei no teu dédalo pessoal, embora pelos indícios não mostravas saúde. Faltava brilho, uma espontânea alegria, invés disso, o único brilho vinha do cigarro, e dos olhos mortiços. Decidi extratir-te da gaveta das recordações como quem recorda uma certidão incómoda como aquelas que são emitidas nas escutas judiciais. Reabrimos o inquérito sobre um corpo estranho que fumava um cigarro durante uma feira medieval, de corpo cambalente e com aspecto de ter sido atropelado por um camião. Sei que não podes esclarecer o que te sucedeu, não és nenhum criminoso. És uma nódoa negra no cliché das feiras medievais. Uma semana de celebrações entusiastas sobre a idade dos cavaleiros e das donzelas é afinal acompanhada de muita falta de higiene pessoal, noitadas, e consumo excessivo de substâncias psicotrópicas.

segunda-feira, outubro 12, 2009

Jorge Jesus - Napoleão Bonaparte




Não é só o Record que faz capa mirabolantes com Jorge Jesus! Alguém se consegue recordar do episódio do Exterminador Implacável? Também quisemos dar o ar da nossa graça e ser criativos. Á excepção de um pequeno erro, que se encontra no estúdio para correcção decidimos avançar com esta charge; é assim que vemos Jorge Jesus.
Fazemo-lo de imediato, jactosamente, pois nunca se sabe bem quanto terminam os limites de campanha tão gloriosa. Aos mais distraídos, deixamos o modelo que serviu para mostrar as virtudes de Jorge Jesus no campo; um treinador exigente, honesto e dedicado à causa benfiquista. Trocando por miúdos, à causa do campeonato.
Espero que gostem do Jesusnapo.

sexta-feira, julho 03, 2009

Do Bairro do Lagarteiro ao Circuito da Boavista

Do Bairro do Lagarteiro ao Circuito da Boavista

O outro lado da vida de Luís A. Milton

O piloto portuense de WTCC é hoje um homem rico, mas nem sempre foi assim…

Uma pessoa de bem percorre um longo caminho, muitas vezes não existem referências de onde veio. Uma pessoa de bem nem sempre nasce como tal. Nos dias de hoje uma pessoa de bem não se rotula facilmente. Os pergaminhos do avô que veio para o Porto com um par de socos e um presunto nos costados caem no mítico ou patético.

As origens são mais prosaicas actualmente, não é difícil detectar no universo da emigração, do têxtil, do futebol e do karting campeões do presente e certezas do amanhã. É uma vida dura, sempre a fazer e desfazer as malas; jogar ou correr; frequentar descontraídos eventos sociais; e coleccionar namoradas fugazes.

No princípio é preciso vencer grandes dificuldades como lutar pelo mesmo edredão.

É o outro lado. Agora no lado iluminado da vida passa-se a noite no jacuzzi com a namorada. Jacuzzi enorme, borbulhando elogios, apascentando o dia de amanhã.

No Bairro do Lagarteiro costumava ficar com os amigos no pelado jogando futebol; babando o ego refodido na pintura metalizada dos automóveis dos mais velhos. Quebrava-se a modorra quando a junta de Freguesia de Campanhã juntava a maralha dos bairros, todos com subsídio escolar e más notas, ou mesmo nenhumas, para lhes oferecer uns dias de férias num parque de campismo junto à praia de Árvore. E foi aí, que junto de uma velha caravana Bedford que lhe apareceu a redenção. No atrelado do veículo havia um Kart. E deve-se ao Kart o facto de hoje ser embaixador no Sheraton, Hilton e Ritz. Hóteis de 5 estrelas, luxuosos e impessoais, que são tratados com insinuação de um habitáculo familiar, como aquele palacete que tem na Foz. Ao lado do ninho do campeão, existem sempre uns aposentos para alguns familiares ou para receber amigos da família. – “É para jogar playstation, para estar com a família…” Retorque deleitado; preferindo manter as coisas calmas, privadas. Aliás o mais parecido com o ambiente caseiro, mas onde falta a comida caseira: francesinhas, tripas à moda do Porto, rojões à Minhota, cozido à Portuguesa, bacalhau à Braga são os seus pratos favoritos. Da comida estrangeira gosta apenas da Italiana, excepto pizza; há noite prefere um bom bife com molho inglês.

A mesa de mistura e o sintetizador fazem parte do real quotidiano desta pessoa bem. Depois de algumas duras jornadas de trabalho remistura com o Virtual Dj as músicas de DJ`s famosos, alguns seus amigos de férias em Ibiza ou das Caraíbas.

Apesar de pessoa de bem, continua a dizer que gosta de andar na estrada. – “Adoro viajar. Gosto de ir a sítios diferentes, ver coisas espectaculares e conhecer gente nova. É importante apreciar estas coisas, pois estamos sempre em viagem; correr no WTCC é a minha vida.” Recorda e Prossegue. –“ No ano passado disputei a primeira corrida nocturna de sempre da WTCC. Como a corrida se realizou de noite, tivemos de manter os quartos escuros, tomar o pequeno-almoço à hora do almoço e ter a certeza de que as empregadas de limpeza não nos acordavam durante as manhãs, quando ainda estávamos a dormir. Tudo correu pelo melhor. Foi um fim-de-semana louco. Vi filmes até às quatro da madrugada com o Tiago Monteiro.

O piloto pode tratar os quartos de hotel como se fossem o seu apartamento, mas de cinco em cinco dias tem que fazer as malas e partir para outro sítio. Esta semana corre no Monáco, mas dentro de um mês – mais dia menos dia – vai correr no Grande Prémio WTCC no Circuito da Boavista. Segundo o piloto – “O Mónaco e a Boavista são provavelmente, os meus dois grandes prémios favoritos. Estou em casa, por isso sei que vou ter um enorme apoio. Há mais apoio dos nossos fãs do que se pode imaginar; o meu relações públicas disse-me que todas as colectividades desportivas e recreativas de Campanha, Valbom e Rio Tinto quotizaram-se e pediram apoios para ver a minha corrida na Boavista.”

O nosso piloto garante ainda que está profundamente reconhecido por Rui Rio, presidente da Câmara do Porto ter trazido para a cidade do Porto o WTCC e as 500 milhas da Boavista em Kart. Só que desta vez o velho Kart não foi convidado.

terça-feira, maio 19, 2009

E o nosso mundo ficou mais alegre!....


É a noticia do ano!!!

É Oficial: Os Blink 182 estão juntos de novo!!! A alegria, a alegria!!

Albúm para o Verão de 2009....


segunda-feira, janeiro 26, 2009

Pastorais (a continuação...)



Tecnologia para todos

Homem que confunde
Sutiã com software
É porque passa a noite online
Em lugar que dormir com a mulher.

Quando a porca torce o rabo
Já se vê
É porque quer ver futebol
Em HD.

Mulher que oferece playsation
Em Janeiro
É porque te anda a enganar
Com o padeiro.

Com a fotografia digital
Tanto captamos a imensidão da vinha
Como toda a subtileza
Do cú da galinha.

Se o teu rebanho
Pula e sacode
É porque uma das ovelhas
Está a ouvir I-Pod

O GPS que anunciam na TV
Tanto mostra o caminho para a mercearia
Como o ponto g.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Não temos vergonha na P*** da Cara!!!

Dois sem vergonha como nós não deviam ter um blogue. É um insulto à inteligência. É um insulto aos leitores – se os houver ainda. A vontade sempre adiada procriou 2 meses de secura. Não é crise existêncial, tanto quanto sabemos é falta de tempo.

Desde Novembro que a consciência foi amordaçada, mas hoje, dois dias após a tomada de posse de Barack Obama (não existe nenhuma ligação, é uma elacção randonómica) vamos publicar uma nova gulosiea para entreter o Miguel, o Tareco e a Rebeca.

Pronto, cá vai disto; pode tanto fazer bem ou mal a estômagos subnutridos de Crónicas do Demencial.

Pastorais

Tecnologia para todos

Se o teu filho

Quer uma consola

Manda-o trabalhar nas obras

E vergar a mola.

Se o pai não alimenta o filho

Como é de lei

É porque ainda está a pagar

O leitor de blueray.

Homem que se gaba

De sair com muitas raparigas

É porque tem um sexo

De vinte gigas.

O Zé e o Miguel

Gostam da rede partilhada

Agora gostariam de ter a concexão

E esconder a revista emporcalhada.

Mulher que procura

Homem de pau rijo

É porque quer piça

E não quer marido.

Jovem não deixes ao acaso

Os teus dvd´s

Há quem queira saber

Como as tuas garotas perderam os três.

Se o teu primo do estrangeiro

Dá notícias pela banda larga

Deixa a tua família falar com o paneleiro

Para se falar no bairro de lata.

Hoje as finanças

Enviaram um e-mail

Mas não vais em cantigas

E escondes na offshore o papel.



sexta-feira, novembro 14, 2008

Peixe Amarelo

Imagem: Peixe Amarelo mantido de molho na banheira, antes de ser cozinhado. Obrigado Experience Tuga pela imagem


O Peixe Amarelo

Já não somos um país de marinheiros, a água provoca-nos convulsões como se fosse alergia. O mar só é importante porque é o viveiro dos peixes, uma fonte de proteínas. Dá pena, pois já não é o viveiro dos Homens, dum passado glorioso; não é mais do que uma recordação cronológica.

A marinha de comércio marítimo desapareceu. A marinha de pesca foi abatida por um grupo de betos desejosos de mostrar o tpc feito à Europa. Mas ninguém disse que o peixe amarelo tinha acabado.

Afinal, como é que vamos pescar o peixe amarelo se não temos frota e mais importante estamos a ficar sem meios humanos!!!

Desta feita, o peixe amarelo é uma questão que engasga os nossos governantes. O tecido empresarial e os economistas calam-se. Não acreditamos que o silêncio seja tácito, significará quando muito a despreocupação burguesa.

Quanto ao peixe amarelo, note bem, qualquer confusão com o seu peixe-dourado, não vai de encontro á substância inerente ao fenómeno “peixe amarelo”, fenómeno ostracizado e sub-explorado. A solução não é ficarmos pela água estagnada do aquário onde vive o peixe-dourado. Nunca resolveremos o problema do relançamento da indústria marítima com um placebo, somente uma boa seringadela alcançará objectivos duradouros!

Descrição do peixe amarelo

O peixe amarelo pertence á família dos peixes de água doce, a sua maternidade localiza-se nos rios. Mas vive a idade adulta na água salgada, também podendo ser encontrado na foz dos cursos de água e estuários. Dizem os especialistas que a natureza deste ser está intimamente ligada ao ciclo das marés, comportando-se o peixe de acordo com os ciclos, aproveitando-os, e mormente as marés vivas para subir o rio e se reproduzir. Contudo esta teoria carece de mais estudos, até ser completamente aceite. Pois até hoje ninguém conseguiu ver ao vivo a desova do peixe amarelo.
Presentemente, apenas Portugal é a única excepção em toda a Europa a confirmar a existência desta nova espécie que começou a aparecer nos meios aquáticos nos anos setenta.

Uma parte da comunidade científica já se pronunciou. Porém o Estado e os diversos governos estão muito passivos, quanto a apoiar investigações mais profundas.
Segundos os cientistas, a nova espécie poderá ter sido trazida pelos antigos combatentes da Guerra Colonial: a Europa que se cuide! Outra teoria traz-nos a hipótese de que o peixe amarelo descende do peixe tripa, e é uma subespécie deste último. A primeira teoria é defendida pela Escola Superior de Ciências Náuticas de Setúbal; quanto á segunda hipótese é proposta pelo Centro de Estudos Marítimos do Norte – Matosinhos.

Como identificar a espécie?
Se for pescador desportivo ou fazer caça submarina estas dicas poderão ser muito úteis.

1_ O peixe amarelo não tem um tamanho predefinido. Por isso não poderá dizer que pescou o maior peixe amarelo da costa portuguesa!

2_ A cor do peixe amarelo tem cambiantes, tons claros significam que o peixe é juvenil, tons escuros significam que o peixe é adulto ou velho.

3_ Um peixe amarelo pode viver até aos 10 anos, mas já apanhados exemplares até aos 14 e 15 anos.

4_ Quando dá á costa morto, o peixe amarelo adquire uma tonalidade de couro pardacento.

5_ Quando pescado á linha incha! Um fenómeno único na fauna piscícola.

6_ Em ambientes aquáticos localizados nos estuários e foz de rios é possível encontrar o peixe amarelo nos lugares mais pantanosos onde procura abrigo na fase juvenil e na mítica reprodução e desova.

7_ No alto mar a pesca por arrastão já trouxe alguns exemplares á superfície, é portanto um peixe que habita até nos locais mais recônditos do oceano.

8_ Como identificar um juvenil? Junto á barbatana todos os juvenis apresentam uma forma típica de um nó.

9_ O peixe amarelo é um ser solitário, nunca foram vistos cardumes de peixes amarelos, quando muito é possível que se formem grupos de 2 ou 3 elementos, sempre peixes machos.

10_ O peixe amarelo não é uma espécie agressiva. Se inchar não se assuste, o peixe não o vai morder ou fazer uma descarga eléctrica.

11_ O paladar do peixe amarelo é muito apreciado pelas mulheres, especialmente as ovas. O homem tende a rejeitar um bom prato de peixe amarelo, muitos homens dizem que o peixe amarelo lhes provoca mau hálito. Alguns que o comem preferem o peixe amarelo juvenil. Os rabos são muito apreciados para petiscar, são os chamados rabinhos de peixe amarelo.

12_ A grande controvérsia do peixe amarelo, que vale a pena focar, tem a ver com duas questões fisionómicas distintas á volta do “apêndice do peixe amarelo”. A Escola Superior de Ciências Náuticas de Setúbal advoga que o peixe amarelo possui um sensor especial que muitos leigos chamam de “olho do peixe amarelo”. Já o Centro de Estudos Marítimos do Norte – Matosinhos arvora que o peixe amarelo possui um protuberância disfuncional como o pâncreas humano, e defende que essa protuberância teve uma importância fundamental á centenas de milhares de anos.
Estas duas questões já levaram a que alguns congressos fossem encerrados pela organização porque os intervenientes entraram em debates muito acalorados.

terça-feira, outubro 28, 2008

Toponímias da Ruralidade


A crónica desta semana apresenta uma lista das ruas de uma Freguesia que tanto pode ser suburbana ou rural, no entanto preste atenção, pode ser uma freguesia a 35 km dos grandes aglomerados populacionais de Lisboa e Porto. Este fenómeno está longe de se encontrar restrito à província profunda. Por isso não entre em contextualizações estapafúrdias com o objectivo de ridicularizar os mataruanos de Portugal, estes como se sabe já estão a sofre na pele e na carteira as últimas medidas deste governo, as atitudes dos grandes grupos económicos, dos Valentins Loureiros que pululam e da Igreja que ainda assusta com os seus discursos um tanto insípidos.

Acredite, pode deparar-se com coincidências felizes e ser surpreso ao encontrar uma rua com o mesmo nome na qual onde você vive. É verdade, sempre dizem que estamos num país pequeno, etnicamente.

Espera-se com este contributo fornecer novidades toponímicas sobre terras como

S. Jorge de Murrunhanha, Vila Nova da Rabona, Merdaleja, Curral de Moinas e Casal da Burra. Localidades relacionadas com a ficção e humor. A propósito, sobre Vila Nova da Rabona, governada pelo grande Presidente Ezequiel Valadas, soubemos pelas entrelinhas do texto que os Gato Fedorento apresentaram no Diz Que É Uma Espécie de Réveillon, que Vila Nova da Rabona é Vila Nova de Gaia… ficamos mais calmos e orgulhosos por ficar a saber que S. Jorge da Murrunhanha representa o Porto. Como sabemos isto, é simples, num sketch dos Gato Fedorento as duas cidades discutiam a construção de uma ponte no rio que as separa.

A anedota desta crónica está em fornecer o nome e significado de alguns arruamentos com um objectivo maior. A partir deste material até o mais verborreico ou anémico aspirante a escritor poderá elaborar um romance ou pequeno conto para entreter uns quantos palermas. Num estilo entre o Camilo Castelo Branco e Eça de Queiroz, com matizes provinciais dentro do estilo seminarista sem esquecer o pitoresco da direita ultra conservadora e rural. E por que não meus amigos, já que se anda á procura da nova literatura portuguesa – dizem-no no Expreso! Não faríamos o romance, – pelo menos assim – mas por que não. Até uns obscurecidos escritores de sátira podem ter o seu quinhão de felicidade. Felicidade ilusória, felicidade transitória, mas felicidade.

Imaginamos já um grande plano de Vila Nova da Rabona ou porque não Fânzeres de Gondomar, um plano que se aproxima de um edifício onde se alardeia um novo escritor que vai receber o prémio do primeiro lugar. E a partir dessa cerimónia, continuamos improvisando, abordando a sua história de vida com uma pitada de Woody Allen, explorando a temática da crónica social de um artista.

Não! Isso é só para alguns; não que isso até podia ser uma história genial.

Nos preferimos escrever um romance de província que será editado pela Editora Provinciae num papel pálido com capa muito brilhante. É o que se arranja com o orçamento pago a meias pela Junta de Freguesia e pelo ancião da família retratada.

Por agora fazemos só as ruas, eis o esqueleto do romance.

Rua de S. Martinho

Mais conhecida por se situar a Igreja velha do padroeiro da terra e albergar o tumulo do fundador. Local muito frequentado por turistas e “perdidos”.

Rua do Ferrador

Local onde os cavalos e burros eram ferrados, aí se localizou o médico do povo até que construíram o Centro de Saúde; o clínico dos dois reinos animais não passava receitas, não fazia horas extra – ordinárias nem estava escalado para o SAP.

Rua da Quelha

Rua medieval muito apertada, para a qual ainda são lançados alguns detritos como água da louça, do balde da esfregona… Felizmente o Presidente da Junta já realizou a instalação do saneamento básico, senão hoje teria de falar de merda…

Rua das Cortes

Antigo conjunto de manjedouras, no qual se erigiram as modernas casas de emigrantes.

Rua dos Carvoeiros

Local onde morava uma família – dizem – com maus hábitos higiénicos, ou seriam mesmo carvoeiros remediados, causando a inveja dos vizinhos.

Rua do Tanque

Rua no núcleo medieval da vila, onde se lava a roupa. Local de cochicho.

Rua do Cabo Manuel (1895-1984)

Rua que homenageia um Cabo mortífero que participou na Iª Guerra Mundial

Rua das Cunhas

Atrás da Rua de S. Martinho, para ela davam a traseiras da antiga câmara municipal e junta de freguesia, por lá ainda costumam entrar os edis locais. É um habitué.

Rua Central

Na qual se situa o tradicional Café Central, cais para as circulares conversas dos homens

Rua Presidente Mário Borges (1951-)

Que por acaso é a rua do presidente da Junta de Freguesia á 20 anos. Local onde mora o mesmo e se situa o Café Imperial e Pensão Imperial, propriedades do mesmo.

Rua da Quinta (Antiga Rua dos Viscondes)

Rua onde vive a reputadíssima família dos Alves, familiares do influente Abade de S. Martinho (adquiriram a quinta a um falido construtor civil. Antiga propriedade dos Viscondes de S. Martinho os Bernardes de Aguiar até 1972). Só aqui podia passar-se uma novela da TVI com 200 episódios.

Rua do Fontanário

Ou o local mais conhecido por albergar as folclóricas beatas. O quê, novamente!

Rua da Estrada Municipal

Ou a rua onde passa – inevitavelmente - a estrada municipal

Rua do Estádio de Futebol Presidente Mário Borges

Pode já não haver futebol há quase 10 anos mas a obra mantêm-se. Local com muitas casas modernas, construídas pelos bajulados emigrantes do Luxemburgo. Os mais amados e ricos.

Rua das Comédias

Situada no núcleo nobre do século XVIII, albergou o antigo teatro Aguiar, demolido nos anos 80 para dar lugar ao mini mercado Silva e Filhos.

Rua do Abade de S. Martinho (Josué da Salvação Alves 1886-1973)

Rua que homenageia um Abade natural da freguesia, a maior referência local durante o Estado Novo. Presidente de Junta entre 1949-1962

Rua Dr. Joaquim Chamorro (1935-1984)

Rua que homenageia um político com o estilo de Francisco Sá Carneiro, tal como este morreu precocemente. Presidente da Junta (1977-81), Presidente da Câmara (1981-1984)

Rua do Comendador Ruy Isaías (1837-1918)

Filho da terra emigrado para o Brasil onde obteve uma avultada fortuna na exploração do café, usando a escravatura e depois imigrantes, benemérito social quando retorna a Portugal em 1901.

Rua de Trás

Rua de má fama por aí perderem a virgindade muitas jovens. Localiza-se na mesma um pequeno altar a S. António, do qual se espera que conserte as bilhas partidas.

Rua da Lanterna

Também conhecida por ter até aos anos sessenta a única casa de alterna das redondezas.

Agora nas redondezas contam-se as casas de alterne pelos dedos das mãos.

Rua Bacharel Bermudo Galopim da Costa (1889-1928) (Antiga Rua 28 de Maio)

Amanuense, Presidente da Junta entre 1922-1926, republicano e escritor com grandes aspirações, infelizmente o meio social matou-o assim como o arqui-inimigo Abade de S. Martinho, foi reabilitado durante o consulado socialista na Câmara Municipal (1985-1989)

Rua da Associação Recreativa e Cultural e Desportiva (ARCD S.M)

Criada pelo Grande Joaquim Chamorro, em 1961.

Rua Padre Jesuíno Amaro Matias (1941-)

Sucessor do Abade de S. Martinho depois de afastado o reformador Padre Marco Rio em 1979.Ditador vitalício do Centro Social e Paroquial da vila.

Rua da Nossa Senhora de Fátima

Criação do Padre Jesuíno Amaro Matias em 1987, para comemorar o milagre tecnicolor de Fátima no ano de 1917.

Largo do Emigrante

Local onde irá desembocar a futura Avenida do Emigrante em Agosto de 2008, embora as obras já estejam atrasadas. Mas como os emigrantes só cá ficam um mês nem vão dar conta do atraso.

Largo D. Martim Galopim de Meneses

Acredita-se que no século XII teria fundado aí a sua villa e consequentemente a aldeia

de S. Martinho.

Beco Pequeno

Local onde segundo a lenda D. Martim Galopim de Meneses construir o solar acastelado, fundando a villa de S. Martinho no século XII.

Beco Grande

Arruamento onde se situam os correios, abertos de segunda a sexta das 14.00 ás 16.30.

Dava um grande livro, não diga que não.

quinta-feira, outubro 23, 2008

Contos dos Beijos Negros com Três Grandes Conselhos de Bruno Aleixo - Última postagem


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Aires foi ao psiquiatra, anda com nervos, e irrita-se com frequência, e além disso sente estados de apatia. O doutor pensa que se trata de distúrbios bipolares, mas Aires conhecesse bem e sabe que na realidade anda com desejos de realizar Beijos Negros a algumas clientes, e como se já não bastasse isso tinha fantasias com homens.