sábado, dezembro 09, 2006

Crónica do Demencial: Programas de Intercâmbio Jovem.

Toda a gente já ouviu falar dos programas de intercâmbio estudantil Erasmus e Leonardo Da Vinci.

Para a maior parte das pessoas trata-se de um intercâmbio cultural de estudantes do ensino superior, onde a troca de experiências de ensino numa cultura diferente da de origem enriquece o currículo pessoal e enaltece os valores humanistas e a amizade entre as diferentes nações, para além de proporcionar uma diferente experiência de vida no contexto europeu actual.

Mas para quem frequenta esses programas de intercâmbio, a motivação é bem mais simples: dar o maior número de quecas possível.

Quem está nesse meio, saberá que uma das maiores vantagens de estudar no estrangeiro é o interesse que o aluno(a) de intercâmbio suscita no grupo estudantil onde é inserido. A ânsia de conhecimento, bem ao estilo do seu objectivo oficial, faz com que se queira aprofundar ao máximo a compreensão da cultura que o recebe com bem mais do que braços abertos.

Tudo começa com o acto de trabalhar os progenitores para a possível emigração temporária como se estivesse a trabalhar numa lesão; o que pode demorar meses. Seguidamente o aluno inscreve-se para Paris, Londres ou Milão. Calha-lhe uma cidade na Polónia que nem ele consegue pronunciar. Ao saber da excitante notícia, o aluno decide dar o primeiro e talvez o único passo onde revela interesse cultural. Vai ao google earth e pesquisa a localização daquela cidade satélite de Cracóvia, mas não encontra nada. Não desistindo procura em todas as lojas de artigos para turista (livros, redes mosquiteiras, caquis, e outras extravagancias), finalmente, e já com o avião prestes a levantar voo, encontra aquele mapa X.P.T.O da Polónia, mas como não podia deixar de ser está em Polaco!

Chegado ao aeroporto polaco, é recebido por um indivíduo que anteriormente participou no Programa Eramus entre outros. Supostamente ele é o avaliador do intercâmbio, mas no entanto só se voltarão a reencontrar na volta para Portugal, pois o mesmo não lhe prestará qualquer serviço útil durante a sua estada (como indicar os melhores sítios para engatar gajas por exemplo); não é bem assim, leva-o para uma residência estudantil dos tempos da ex-URSS, onde, se tiver sorte arranja um quarto com um aquecedor.

A vida do português não é fácil! No alojamento demora um dia para meter conversa com os colegas que vêm de outros destinos e que têm mais dinheiro do que ele; quanto ás raparigas, devido a sua compleição atlética, o luso ainda tem algum receio de apalpar o terreno. O tamanho deixa-o pouco à vontade e até assusta, habituado que está às portuguesas, sempre introvertidas e pequenas como sardinhas. Nas aulas o seu inglês aos encontrões permite-lhe apenas travar conhecimento com o totó da turma. Uma semana depois desiste das aulas e parte para os bares da cidade mais frequentados por miúdas. É verdade que tinha uma namorada em Portugal, mas como era uma chata, preferiu dar de frosques em busca de experiências sexuais no campo oral e rectal sem ter de se preocupar com as idas ao fim de semana à casa dos pais da menina.

A época de caça dura seis meses, que é o tempo que dura o programa…

Não sabemos ao certo quando come a primeira camone, embora ali o camone seja ele. Talvez entre a décima quinta e a décima sétima cerveja.
Vivem felizes até ao raiar do dia, ou até à próxima rodada, e às vezes junta-se-lhes uma ou outra amiga. Tudo isto graças a um enorme investimento com as tácticas de engate de Zézé Camarinha.

Quem diria que realmente funcionariam.

Quando o programa acaba, o português volta mais experiente para a orgulhosa Universidade que o viu partir, volta para a família que lhe colocou uma vela no santuário local para o ajudar naquela sua caminhada árdua num sítio desconhecido e por fim, o nosso “Manuel” sabe que ao voltar vai ter de reconquistar a sua pequena sardinha muito subtilmente de modo a ter sexo às escuras, correndo o risco de , repetir o mesmo acto na mesma posição 12 vezes por ano!

Que saudades da Polónia!

No entanto se uma estrangeira do Leste, por exemplo da República Checa (porquê República Checa?! São umas debochadas querem logo saber como se diz "foder" em português!!!) se fizer à estrada e vier para Portugal, vamos ter festarola logo nas primeiras horas! O primeiro a fazer-se ao bife é o anfitrião que a recebe na cidade. Ele terá o direito à primeira tentativa de provar o pêssego e com o seu charme de guia turístico, provavelmente conseguirá.

Em primeiro lugar e ao contrário do que sucedeu com o português na Polónia, tem logo a camaradagem de 5 colegas dispostos a tudo para que se sinta mais do que em casa; e se for em casa dela ainda melhor. Surgem propostas para realizar explicações linguísticas, ajudas nos trabalhos de casa, conhecer a cidade, etc...

Agora multipliquem isso por seis meses e pensem seriamente participar no programa.

Talvez por causa do calor ou por causa dos efeitos da queda do Comunismo, as alunas do Erasmus desenvolveram uma aptidão voraz por conhecer aprofundadamente tudo sobre as diferentes culturas da União Europeia (sobretudo do sul da Europa) e apresentam-se no aeroporto com um postal cheio de palmeiras e muito sorridentes.

É uma experiência única de intercâmbio cultural que aconselhamos vivamente aos alunos universitários e que não se irão arrepender, mesmo sabendo que, na devida altura a deixámos escapar.

Agora como bónus apresentamos aquelas que achamos que são as doze regras essenciais para ter sucesso aquando de um intercâmbio (o grau de sucesso dependerá do seu objectivo; estudar ou "aprofundar" a cultura).

12 Regras Básicas para ter sucesso do Programa Erasmus

1. Um mau domínio do inglês é sempre uma boa arma;
2. Uma apresentação sorridente é sempre um bom ponto de partida;
3. Veja sempre com bons olhos uma nova experiência;
4. Avalie sempre situações de recurso;
5. Nas aulas mesmo quando percebeu a matéria peça explicações a um(a) colega;
6. Uns copitos nunca fizeram mal a ninguém;
7. Raparigas de mãos dadas não são necessariamente lésbicas, e até poderão alinhar numa ménage;
8. Ande sempre com uma caixa de preservativos na mochila;
9. São só seis meses, terá que voltar para casa por isso atitudes sérias não são opção;
10. Faça o teste das DST antes e depois do intercâmbio;
11. Convém pelo menos ir a uma aula;
12. A máquina fotográfica é a nossa melhor amiga;

P.S.: Se houver algum imprevisto nove meses depois, lembre-se de que estavam mais 20 pessoas na festa e que poderá sempre culpar alguém, fique de consciência tranquila.

Searaman & Blinkboy (09.12.06)

terça-feira, novembro 28, 2006

Crónica do Demencial: Um dia com o Desemprego

Um dos resultados da grande politica governamental portuguesa é o que está a acontecer a um dos elementos do blog.

Desempregado à dois meses e após um ano e meio de trabalho entre estágios e contratos de trabalho temporário, com contactos e currículos enviados, a única solução é esperar e deparar-se com uma situação frustrante:

Não ter nada para fazer.

Como bónus, tem o computador avariado à 3 meses, enviado com garantia para a “grande superfície” de origem, que o enviou para arranjar em França faz já dois meses.

Rico panorama. Na época em que os governantes fazem bandeira sobre o decréscimo de desempregados (os trabalhadores em recibos verdes e com contratos precários em empresas de trabalho temporário não contam, claro) e incentivam os estudantes para não abandonar os estudos, não existe a mínima garantia de trabalho para as fornadas de licenciados que terminam os cursos anualmente e caiem no desemprego por habilitações a mais.

Esta é uma situação que afecta milhares de pessoas e tocou também a um de nós.

Este é o relato de um dia de um “número” inserido nos milhares que estão desempregados.

10h30 – Acorda calmamente e depois de ir à casa de banho liga a televisão num canal de notícias para ver as novidades. Interessante. Um jogo de futebol que correu mal, manifestações nas ruas, fechos de escolas em protesto contra coisas que nem os alunos sabem, fechos de fábricas, centenas de trabalhadores despedidos, OPA’s, novas reformas governativas estranguladoras para o pequeno contribuinte e representantes do governo a rir com o bom trabalho realizado. Enfim, um dia normal.

11h30 – depois de um belo pequeno-almoço de uma fatia de bolo e um pacote de leite com chocolate, toma banho, veste-se e dirige-se ao quiosque mais próximo onde compra o jornal “a bola” e lê os cabeçalhos de um dos muitos jornais da cidade. “Única cidade do país com aumento de orçamento para luzes de natal em relação ao ano de 2005” Bonito. Passaram de 15 mil para 35 mil euros. Ainda bem que a Câmara Municipal está em contenção de despesas. Depois de 32 mil euros gastos em dois pórticos de metal, é bom ver que a governação continua a manter a coerência.

12h30 – de volta a casa, a nova areia perfumada que comprou para a gata deu um resultado. Fez as necessidades no tapete da casa de banho. Toca a limpar. Se as coisas correm bem, porque haveriam de mudar?

13h00 – os restos do jantar do dia anterior dão um bom almoço. Vê os vários noticiários. Num canal, um jovem atira-se de uma ponte do rio Douro e morre, tudo devido a uma aposta, num outro, é escamoteado até ao limite todos os detalhes do jogo de futebol do dia anterior, e no que falta, um inquérito nas ruas de várias cidades do país mostra que a maioria das mulheres queria como prenda de natal por parte dos conjugues/namorados um automóvel ou uma viagem, ao que os respectivos reagiam com total estupefacção, mostrando que no séc.XXI os homens ainda não percebem as mulheres. “Pago-te uma viagem de transporte público” foi a resposta mais pragmática dada por um cônjuge.

15h00 – dirige-se ao antigo local de trabalho, onde à dois meses lhe dizem que querem que volte e que estão a tratar da elaboração do novo contrato. Nada de novo então. Ainda estão a tratar do assunto. Não sabem dizer em que ponto está o processo. Fica cada vez mais optimista no regresso ao trabalho.

15h30 – consulta os seus e-mails com esperança de ver alguma resposta a algum envio de currículo. Nada de novo. Muitas newsletters e mails de amigos com vídeos ou imagens cómicas. Não tem paciência para os ver. Fala com os antigos colegas de trabalho e fica a saber que as coisas não melhoraram no local e que há trabalho a mais para pessoas a menos.

16h00 – visita vários familiares onde põe a conversa em dia. Não tem novidades a dar. Volta para casa com um saco de fruta, queijo e algumas coca-colas. Pelo caminho, passa pelo shopping onde dá uma vista de olhos e encontra 5 lojas de roupa a necessitar de funcionários. Pensa que quem não gastou 5 anos a tirar um curso superior tem trabalho garantido. Pensa também que provavelmente é esse o destino de muitos licenciados e talvez o seu.

17h30 – chega a casa, onde depois de arrumar as coisas, fala pelo telefone com a mãe que emigrou para França à 13 anos e continua sem novidades para lhe dar sobre a sua situação.

18h30 – chega a casa a sua “cara metade” que está em estágio profissional numa Câmara Municipal a 40 km a fazer o trabalho de professores que não foram contratados por uma empresa de trabalho temporário de modo a assegurar os professores nas várias escolas, sendo impedida assim de trabalhar na sua área especifica.

Mais um dia de trabalho normal, complicado por professores, educadoras de infância que se pensam superiores a animadores culturais e até mesmo os pais das crianças que dificultam e condicionam o trabalho com os alunos.

19h00 - sem grandes motivos para boa disposição, é feito o jantar, janta-se, actualizam-se as noticias e arruma-se a mesa e a cozinha.

22h00 – sentam-se no sofá onde vêm um pouco de televisão e a cara metade vai-se deitar para acordar às 07h30 para ir trabalhar.

23h30 – sozinho no sofá, vê um filme pois não tem planos para o dia seguinte.

01h30 – vai-se deitar, com a única certeza de que amanhã é um novo dia.


(23.11.2006) Searaman & Blinkboy

sexta-feira, outubro 20, 2006

Crónica:do Demencial: Desregulação Interior

Crónica do Demencial: Desregulação Interior

O Homem nem sempre está feliz.

Na existência momentos em que tudo fica parado num beco. A salvação nem sempre nos ouve, ou nos falava, e quanto muito pode vir na receita de algum remédio para alguma maleita. Hoje escrevemos sobre prisão de ventre. Voltamos à obscenidade, à heresia de falar de merda. É sobre merda que se trata este texto. E não nos vamos esconder por caminhos metafóricos e campos lexicais médicos. Já basta andar na merda, e ter de dizer que vamos andando…

A desregulação interior, pleonasmo por outras palavras que procura dizer prisão de ventre, destrói a vida de muita gente todos os dias. Mas devemos ser sensatos e pacientes com quem perde uma manhã inteira a cagar. Paciência. Cagar logo e bem cagar é sinal de vitalidade intestinal. Pura vitalidade da raça, diga – se, humana.

Mas não compreendemos porque há gente que com requintes da dicotomia desejo vs. morte, que se esforça por esventrar nas horas dos ciclos diários de cagança.

As soluções passam por produtos que adquirem o poder de um bálsamo. O bálsamo neste caso serve – lhes para tornar mais rápidas as auto-estradas intestinais. Mas tudo começa por cima, e para essas pessoas, a boca é uma mera passagem; o esófago é uma mera passagem mais inclinada; o estômago é um balde de tinta para dar um retoque no produto. Depois a acção desenrola-se nos intestinos, mas querem que a mesma seja ligeira, ou light, como se diz agora.

Com a acção dos milagrosos produtos, a hipótese de cagar torna-se rotineira, como a necessidade das tripas expelirem a caganeira numa mija quando as coisas dão para o torno e apanhamos uma intoxicação. Os produtos milagrosos, estão acessíveis, e neste momento - neste momento em que escrevo esta crónica é uma era triste para as farmácias, pois a venda de laxantes já deve ter feito apodrecer o mercado da limpeza intestinal. As impurezas podem agora… Perdão, não se trata de impurezas, mas de alimentos normais, que são empurrados pela leveza de produtos com o “Acti”, o “Regulador”, ou o “Fibra com mil milhões” (ficam aqui alguns exemplos); e ao serem atirados para fora de cena, vão tirar do curso da história, a natural forma de cagar, um processo que se aperfeiçoou ao longo de milénios.

Imaginem o que seriam as dificuldades do homem da idade do gelo em cagar. Primeiro, o acto deveria ser longo, pois o consumo de carne era primário e não existia alternativa para vegetarianos, uma vez que vegetais seriam de pouca monta, e nem isso lhes passaria pela mona. Imaginem o ser, no pleno acto, completamente incólume a apanhar alguma constipação só por colocar o rabo ao léu. Imaginem o que seria a falta de uma boa pedra junto ao rio, ou de umas folhas de feto fresquinhas! Meus caros, evoluímos muito, mas quando nos deparamos com um funcionário público aselha, ou outra situação de nacional porreirismo, até ficamos com a tripa às voltas.

Hoje, com a sofisticação, assistimos à arquitectura da implosão do ser, e devido aos estímulos da modernidade, criaram-se hábitos que destroem os actos solenes como cagar. Os produtos em voga, são cada vez mais apetecidos.

Esses produtos regulam as horas, e ao regularem o relógio interno, vão também fazer com que as pessoas normais que não sofrem de problemas naturais de defecção, trabalhem mais, produzam; gastem; contraíam empréstimos e hipotecas. Vivendo com um frenesim tal, só pode significar uma de duas coisas: ou são pessoas que preferem e vivem o desejo de cagar e ter a sua cagada a tempo e horas como o sexo a tempo e horas, ou então tudo isto não passa de uma estratégia capitalista para reduzir mais uma vez o homem aos intuitos dos grandes grupos de fabrico de iogurtes.

Isto, meus caros leitores é uma mancha castanha muito grande e muito mal cheirosa nas nossas vidas; é uma merda; e descobrimos que afinal sempre devemos olhar as coisas de um diferente ângulo.

Gostávamos que pensassem nisto, como quem pensa que tem uma pedra na barriga, e tem de andar às voltas para encontrar uma solução. A solução é chá tradicional, genuinamente colhido no campo e colocado em sacos que podem encontrar em lojas de produtos naturais. E não se esqueçam, sejam puros e não usem essas mixórdias com aloé vera.

Achamos que fomos tão originais com esta descoberta que somos tentados a dizer “viva a merda!”. E que afinal os manuais sobre o acto de bem cagar, e toda a etiqueta que foi escrita por muitos eruditos, se encontrava certa. Mas desconfiamos e não queremos que em nome da sofisticação, da modernidade e do capitalismo, o acto de se sentar no trono se torne tão banal como mascar uma pastilha elástica.

Pelo bem de bem cagar, divulguem esta mensagem; bem podemos dizer que o futuro pertence à merda, perdão à boa merda, pura e sem aditivos, que façam com que o ciclo digestivo seja desmaterializado, pois ele é um trabalho de equipa que exige que sejamos parceiros, ou melhor, o jogador mais avançado, pois é a nós cabe a concretização final.

Searaman & Blinkboy (02/10/06)

quinta-feira, outubro 19, 2006

Estamos na rede, porra!!!

Depois de muitos fantasmas mal apagados. Depois de perguntar, qual era a nossa missão; houve alguém que acordou com os nossos gritos.
Estamos aqui! Estamos na rede! Estamos na rede, porra!!! Na sagrada rede da Internet; visíveis ou transparentes. Matéria do lusco-fusco!
Ainda há quem duvide!? Tirem as dúvidas e procurem o primeiro computador com acesso à Internet. Podem visitar o site
www.santaremonline.pt!? São capazes de sair dessa existência adiposa?

As felicitações são muitas, porém sem ruídos, sem aqueles exageros da populaça em dia de campanha eleitoral ou justiça popular.

Sabemos, no corpo e na alma que não somos candidatos a nada. Apenas lutamos com dignidade por levar às montras um livro, que até podia ser vendido aos fascículos pelas edições Planeta de Agostini, Salvat ou Círculo de Leitores.
As nossas crónicas até podiam fazer parte de um destacável de um jornal, podiam até ser uma coisa, que nem seriam para comer, ou fazer a cabeça às pessoas.
As nossas crónicas são o vento que passa e a história anoitecida, e o poio de merda canino nas nossas cidades, que estranhamente nunca vemos de dia!

Nós partimos para um lugar, e a um lugar chegamos à mesma hora, no entanto não conseguimos contar quanto tempo exacto vivemos a viajar. É uma alegria; gáudio, gáudio, para mulheres e homens que acompanham as nossas demenciais crónicas.

Tristan Tzara e o Senhor Antipirina, Louvados sejam, e todas as pedras aguçadas da calçada porque delas é a cavilha da granada músculo – esquelética.

Nós temos um coração tão grande, que fomos abençoados com esta entrevista.
Façam o favor de a ler!!!

Que viva a linguagem! Os fatos cinzentos que andaram fora do armário são hoje as solas do nosso calçado. Mas é pena que ainda vivamos num mundo tão cinzento; com nuances espinhosas de cinza. Como é que assim conseguiremos ser amados!?

A personalidade é o que é, mas nunca conseguirá totalmente dizer quanto é!!!
O que importa que digam de nós! Digam é qualquer coisa. É absurdo pensar que multidões de rinocerontes rumam todos os dias a blogues que obrigam à leitura e a imposição da cultura. A esses, auto – raptados da cultura dizemos, que ninguém está obrigado a ler “litrotura”, que apenas serve para colocar o sistema cultural a mexer.

Leiam antes as Crónicas do Demencial para não adormecer!!!
Porque se adormecerem, parasitam nos corpos uns dos outros!!!

Sman e BlinkBoy

segunda-feira, outubro 09, 2006

Última Hora! Elementos do Blog em entrevista no Santarém On-line!

À pois é!

Desde hoje que pode ser vista a entrevista dada pelos elementos do blog ao site www.santaremonline.pt relativa ao lançamento do livro das Crónicas do Demencial!

É uma entrevista muito gira com duas pessoas muito importantes (para os respectivos pais)!


09.10.06 Searaman & Blinkboy

quarta-feira, outubro 04, 2006

Crónica do Demencial: 1 ANÛ DE CRÓNICAS: AUTOCRÍTICA E AUTO ESTIMA

Nem que passe uma década, havemos recordar que algures em Outubro de 2005, apareceu o nosso blogue.

Não tínhamos propostas genericamente sãs. Fazer escrita criativa, e em particular num subgénero já explorado por caras familiares como Nuno Markl, Gato Fedorento, Nilton, Rui Unas, Luís Filipe Borges (o da boina, que apresenta a Revolta dos Pasteis de Nata), e ainda autores com publicações menos conhecidas, que mareiam dentro da fina-flor do famosos colunáveis.

Ora, nós nunca fomos das Produções Fictícias nem andamos que nem uns malucos nas discotecas a esbanjar dinheiro por um miserável copo meio cheio de vodka, cheio de gelo, e que custa 3.50 € ou mais. E bem vistas as coisas, em termos literários, até acabamos por ir atrás de alguns chavões.

No entanto, não podemos negar que esse género de humor, vive á medida dos trambolhões que dá o país e o mundo. É feito a partir do/e para o quotidiano. Mesmo assim, julgo que inovamos em alguns assuntos, e fomos capazes de retirar de uma massa borbulhante de ideias, algumas pérolas de demência.

Contudo, o nosso maior objectivo, era transmitir e partilhar como se fosse uma espécie de conto, as maravilhosas histórias de 3CNilhoo; uma pitoresca personagem com os seus raríssimos altos e profundos baixos, diremos mesmo, profundíssimos baixios. Mas não conseguimos. Admitimos, que por motivos do próprio tempo e da “ausência” do nosso “boneco”, a secura foi exercendo o seu domínio sobre as nossas bem intencionadas ideias. No entanto outros fenómenos, teorias, e criações, assim como citações da vida real, foram jogadas nas fuças do mundo.

Quase que atingimos o lume.

A razão do aparecimento desta autocrítica está ligada com o desejo de denunciar ao mundo a nossa auto – estima. Porque queremos mais. Queremos que nós provoquem, queremos comentários quando publicamos uma história. Não gostamos de saber a verdade por uma sondagem, como aquela que publicámos recentemente. Claro que ficamos perturbados por sermos obrigados a mudar o nome do nosso blogue. Sentimo-nos incompreendidos.

Porque carga de água somos incompreendidos!? Foi devido ao doido nome do blogue? A total ausência de bom senso? E o excesso do senso comum!? Foi devido aos erros que quando em quando surgiram nos textos? Se calhar estavam á espera que nosso blogue fosse uma “central de recolha de piadas do tipo Fernando Rocha”! Até esse senhor já publicou um livro com a sua autobiografia.

Porreiro, mas as nossas histórias, são a nossa autobiografia. E nesta conclusão ficamos entalados. Podemos rir, trazer a ironia ou o sarcasmo ao de cima, mas não conseguimos disfarçar o soluço e alguma dose de melancolia.

No entanto outros factos precisam de ser exorcizados. Não somos muito pontuais. Quando nos propusemos ir em frente com o blogue, sabíamos que era importante manter quando não todos os dias ou semanalmente, quinzenalmente o blogue com novas histórias.

De facto falhámos o objectivo colectivamente. A falta de tempo, inspiração, ou de um bom argumento para escrever, reteve os co – autores, numa calmaria.

Mas também o trabalho nos transtornou. O nosso tempo esvaziava-se na organização de coisas absurdamente nada prioritárias – no caso do Searaman. No caso do BlinkBoy de facto o trabalho devorou-lhe a inspiração até à medula. Não somos realmente uns privilegiados, como aquela rapaziada das produções fictícias.

Mas enquanto formos capazes de manter isto como uma alegre campanha ou uma tertúlia ondulante, vamos manter o privilégio que é servir-vos com as nossas crónicas.

Quanto ao formato, e à inclusão de novas rubricas com fotografias e vídeos, achamos que futuro tem uma palavra a dizer, embora que o futuro não é necessariamente amanhã.

Por último deixamo-vos esta mensagem.

Portugal, precisas de um mega clister! E o que nós adoraríamos ser a ponta do mesmo.

(24/09/06) Searaman & Blinkboy

quinta-feira, setembro 21, 2006

Última hora: Após mega-sondagem, e para quem não sabe escrever, mudamos de endereço! A 10 de Outubro: www.cronicasdodemencial.blogspot.com

Pois é.

Após realizada uma mega sondagem a possíveis leitores do nosso blog, os resultados aqui estão e são surpreendentes! A taxa de sucesso foi máxima, e não existiram dúvidas por parte dos inquiridos, pois recorremos ao método da seringa!

Nesta sondagem, foram colocadas cinco questões muito simples – e reparem que não existe a habitual pergunta “não sabe, ou não responde” em português pré-sms aos tugas, e após a explicação das mesmas por várias e várias vezes lá conseguimos apurar os seguintes resultados:

1ª Questão – Costuma entrar em Blogues?

a) Sim 35%
b) Não 0%
c) Nunca experimentei, pois ainda não me sinto preparado(a) 15%
d) Bacalhau com Grão 50%

2ª Questão – No caso do blogue www.cronicasdodemencialpqsindromenilhoo.blogspot.com, que defeito tem a apontar?

a) tem poucas “moças roliças”® 45%
b) endereço demasiado longo e complicado 30%
c) qual? 15%
d) Bacalhau com Grão 10%

3ª Questão – Que assuntos gostaria de ver abordados com maior incidência no blogue Crónicas do Demencial?

a) gajas nuas 25%
b) a ausência de gajas nuas na vida dos co-autores 25%
c) o capachinho do Paulo Bento 25%
d) Grão com Bacalhau ou Bacalhau com Grão? 25%

4ª Questão – O que acha da Pitofilia?

a) devia ser um menu fixo no Mc Donalds 25%
b) a razão do Carlos Cruz se ter lixado 25%
c) devia ser liberalizada 25%
d) só tenho 14 anos mas vejo os Morangos com Açúcar 25%

5ª Questão – quem acha mais bonito?

a) Odete Santos 0%
b) Paulo Bento 0%
c) Eu 100%
d) Tu 0%


Com estes resultados, tiramos várias ilações importantes. 1º precisamos realmente de mudar de endereço do blog, pois temos ainda todo um mundo para “educar” com a nossa sabedoria; 2º Bacalhau com Grão é muito bom, e 3º a Pitofilia continua a ser uma modalidade muito amada e observada pelos portugueses.

No caso do endereço do blog, se não conseguimos fazer com que os internautas memorizem o nosso antigo endereço, não podemos contribuir para um aspecto negativo que grassa em Portugal: o analfabetismo.

Daí a mudança.

Ao mudarmos o nome do endereço, estamos a facilitar a vida de muita gente que tentou aceder ao nosso blog de maravilhas e coisas giras, mas que infelizmente não o conseguiu, chateando-se até com a Internet e o computador, chamando-lhes mesmo um nome feio!

Esta pequena e aparente insignificante mudança, é no entanto um enorme passo para nossa subida ao estrelato, e podemos mesmo equipara-la à revolução realizada por Bill Gates nos anos 80, possibilitando que em cada casa existisse um computador, que o software se tornasse tão simples de utilizar como um jogo de tetris, e mais tarde, o acesso livre e total a pornografia!

Esperamos então que esta alteração vos abra as portas para todo um mundo novo de felicidade!

Como tal, e graças aos resultados da nossa mega-sondagem, apartir do dia 10 de Outubro de 2006, o melhor blog que passa despercebido a todos passa a ser - e reparem na originalidade - www.cronicasdodemencial.blogspot.com, ficámos a saber o que vai ser o nosso almoço, mas que nunca será o nosso jantar, continuaremos a olhar para as pitas de olhos arregalados esperando… e a comentar à boca cheia, e realmente o Paulo Bento conserva um cabelo de meter inveja a muitas carapinhas...

(20.09.06) Searaman & Blinkboy

Crónica do Demencial: Lusocartofobia

Apresentamos nesta Crónica, a Lusocartofobia.

Não é nenhuma breve crónica sobre racismo ou xenofobia. Também não é uma doença, que se possa apanhar como uma constipação; ou uma virose; ou uma doença do foro psíquico. A razão do aparecimento da lusocartofobia é mais íntima; é um problema pessoal e também colectivo.
O termo lusocartofobia, descreve a sensação de medo, frustração e desprezo que sente a maioria dos portugueses quando lida com mapas.

Mas antes de chamar-mos à atenção a União Europeia, a ONU, e o Governo nacional, vamos descrever, como se fosse uma bula médica os principais sintomas desta fobia.
A lusocartofobia ataca todos os cidadãos que detestam mapas – daí o termo cartofobia, quanto ao tema luso, achamos que é de fácil entendimento – que os detestam por terem cores variadas; tracinhos; cruzes; auto-estradas e caminhos-de-ferro; cidades e vilas; distritos; parques naturais; o norte, sul, este e oeste; bandeiras cruzadas, a relação entre a distância e os km; e a sinalética constante e regular, capaz de fazer perder paciência em poucos segundos ao mais calmo condutor, turista ou viajante!

Até agora sabemos as causas de tal calamidade. No entanto faltam outras pistas que vamos desvendar a seguir. O tempo de ocorrência da fobia, o tempo de duração, os efeitos indesejados e a posologia certa para combater este fenómeno psicológico.

A fobia ocorre principalmente nos meses de verão, Junho, Julho, Agosto e Setembro, pode por isso ser considerada uma doença sazonal de verão, uma espécie de febre dos fenos. No entanto a fobia também pode atacar em larga escala no Natal, Carnaval e Páscoa. É uma fobia com um comportamento nitidamente festivo, e ataca durante datas simbólicas. Quanto aos efeitos indesejados, a experiência decorrente da observação deste fenómeno mostra-nos que a Lusocartofobia pode ter repercussões graves nas maleitas do foro psíquico e até psiquiátrico.

Provoca ansiedade; ataques de fúria; manifestações do Síndroma de La Tourette; ciúmes; raiva; choque anafilático; crises cardíacas. Mas o efeito mais corrente é o da desorientação e no caso de uma terceira pessoa intervir poderemos assistir a uma discussão que até pode culminar em violência física, quanto mais verbal.

Para combater esta fobia, observamos que não existe um medicamento certo para a combater. Não devemos esquecer que se trata mais de um comportamento gerado pelo excesso de confiança, na suposta “orientação pessoal” e ao hipotético “sexto sentido”. Um especial sexto sentido que ataca maioritariamente o português - homem.

Mas como combater este fenómeno?! Comprar um mapa ou guia actual com as estradas nacionais e estrangeiras, fazer um curso de geografia, nem que seja por correspondência; pedir aconselhamento a pessoas instruídas, e não esquecer de respeitar quem sabe ler um mapa. Tomar umas aspirinas também pode ajudar, para acalmar a excitação e frustração gerada por uma desorientação na estrada, ou quando procura aquele museu que gostaria de visitar desde o ano passado, e porque se perdeu não conseguiu. Agora como não tem um mapa, vai reincidir novamente.

Foi exactamente isto que aconteceu, ou quase que acontecia a uma família portuguesa nesta semana que passa, na cidade do Porto. Procuravam o Museu do Vinho do Porto. Cruzaram-se com um dos elementos do blog, enquanto estava a realizar a corrida habitual de fim da tarde (Ah pois é!).

Perguntaram se sabia onde ficava o museu. Claro que surpreendido daquela maneira não conseguiu responder. Pouco depois lembrou-se que o dito museu estava localizado nas imediações. A primeira resposta foi indicar-lhes que perguntassem num ponto de apoio ao turista (e no Porto existem tantos!!!) ou pedir informações mais há frente. Pouco depois o elemento do blog cruzou-se novamente com o grupo. Já sabiam onde ficava o museu. Aproveitou para lhe dizer que o melhor, nestes casos é adquirir um mapa com os monumentos e museus da cidade.

O senhor, indignadíssimo, disse que não necessitava de mapa algum para se orientar. O elemento do blog anuiu, e continuou a sua corrida. Mais uma vitima da Lusocartofobia, pensou.

Enquanto escrevemos, pensámos: “mas afinal estaria o museu aberto ás 19:00 horas da tarde!?”

(21.09.06) Searaman & Blinkboy

quinta-feira, setembro 14, 2006

Última Hora: O Porquê do Silêncio Parte 2

Um bem haja a todos!

Estamos de volta!

Aqui nas Crónicas sentimos que temos o dever de informar o leigo leitor do porquê deste longo silêncio. Como (não) deverão saber, os elementos deste blog serão brevemente entrevistados para uma secção cultural de um site português.

Por favor, nada de risos. Isto é verídico.

Como tal, decidimo-nos preparar adequadamente para a ocasião. Spa's, Limpezas de pele, solários, noitadas, one night stand's e outros artificios tão em voga utilizados pelos famosos, foram neste ultimo mês utilizados para elevar os elementos do blog ao seu modesto estatudo de estrelas.

Claro que, infelizmente os nossos 5 fiéis leitores ficaram prejudicados pela ausência de novas pérolas criativas, mas este foi um risco que decidimos correr em prol de um bem maior.

Podemos dizer que foi um mês muito bom em que nos sentimos como umas autênticas estrelas, ou seja, não fizemos nada de util ou relevante para a sociedade ou mesmo para quem está mais perto de nós. De qualquer maneira conseguimos combater o impulso de lançar um disco ou iniciar uma tertulia, o que nos deixou bastante orgulhosos.

Como tal, estamos de volta e mais frescos que nunca a este local de peregrinação, prontos a regurgitar mais textos de um valor inqualificável à velocidade de uma gazela prestes a ser devorada, mas com os mesmos erros ortográficos de sempre.

Para terminar, e em primeira mão, queremos dizer que o nosso objectivo de domínio do mundo está a correr sobre rodas. Depois do blog, do programa e rubrica na rádio e do livro a editar, faltará somente a incursão no cinema para aí sim, sermos os gajos mais conhecidos do bairro!

(14.10.2006) Searaman & Blinkboy

segunda-feira, agosto 07, 2006

Crónica do Demencial: O Topless nas Praias Portuguesas da Actualidade– Uma Benção ou um Horror?

Eis chegado uma vez mais o Verão.

Corpos perfeitos, bronzeados, jovens e tonificados invadem as nossas televisões diariamente a relembrar o ideal de beleza e as maravilhas que esta estação oferece a quem a abraça de corpo e alma, tal como mostram os anúncios e as telenovelas tão “realistas” quanto a própria realidade.

Mas será assim tão simples? Teremos à nossa vista na praia tal realidade como a da TV? Seremos nós assim como nos fazem parecer?

Realmente esta é a altura em que as pessoas pensam que em um singelo mês se apagam ou se compõem os excessos dos meses anteriores, e é ver a corrida ao solário e ao ginásio, aos cremes tonificantes milagrosos e à bela da cozedura (escaldão) de um dia na praia que torna tudo muito mais rápido. É assim o Verão todos os anos, com novas modas e os interesses de sempre.

É tudo tão belo como o final das aulas, o inicio das férias grandes, o sair com os amigos, a pílula do dia seguinte e o novo comprimido milagroso KGB. Mas tudo isto só sendo o leitor um(a) belo(a) jovem entre os 14 e os 30 anos, de cara e corpo de “Morangos com Açúcar”, enfim a bela “realidade” de cerca de 10% da população portuguesa.

Mas não é este o tema particular desta Crónica. O tema é o Topless! Essa grande invenção que ha uma década atrás era saudavelmente praticada maioritariamente por “moças jovens e roliças” ou “apetecíveis MILF’s (procure no dicionário inglês leigo leitor!)” que faziam muitas vezes com que os jovens e senhores mais impressionáveis, com ventre para baixo “procurassem petróleo” durante largos minutos nas suas toalhas quando o que queriam mesmo era ir para a água tomar um banhinho de água gelada...

Pois é! Bons tempos esses, tempos que estão a ganhar contornos verdadeiramente horripilantes com base nas 2 ultimas experiências estivais de um dos elementos do Blog.

Ao que parece, existe muita gente que, ou não toma atenção à publicidade televisiva, ou não vê novelas.

O que era realmente uma benção torna-se agora um drama ao nível de um melhor episódio de “Morangos com Canderel”. Ao nosso lado, uma senhora de 60 anos deleita-se com o belo sol de Verão enquanto provoca visões tão horrendas com o mesmo efeito de olhar directamente para o Sol.

Infelizmente ao tentarmos olhar para o lado de modo a remediar a situação, encontramos mais um belo espécimen saído de um natal dos hospitais, versão Topless! Um horror que se prolongaria pelos restantes dias de férias de verão na praia de Vilamoura e sem quaisquer sinais de uma “moça jovem e roliça” para o salvar de tal tormento!

Esperamos sinceramente que seja somente uma má presença em tempo/espaço, nos sítios errados ás horas erradas, mas infelizmente assim o é há dois anos consecutivos e se a situação não melhorar no próximo, tememos ter que falar em crise no sector do Topless em Portugal.

PS: Em determinada altura, um dos autores do blog ainda pensou que o ano seria salvo por uma bela “bifa” em Topless, mas o que aconteceu foi a visão de um “bife” de aproximadamente 120 anos sem calções, utilizando a sua toalha para cobrir os ombros e costas, deixando o que seria realmente imperativo de tapar livre como um passarinho para deleite da sua esposa de 110 anos em topless.

(24.07.06) Searaman & Blinkboy