
sábado, fevereiro 12, 2011
segunda-feira, setembro 13, 2010
terça-feira, setembro 07, 2010
Crónica do Demencial: Finalmente, mais uma crónica!
Como estávamos de passagem, decidimos parar pelo blog e reparar que continua sem haver nada de novo. Pelos vistos as Crónicas não se escrevem sozinhas!
Passados estes meses todos sem actividade mental indiciante de um possível novo texto com um mínimo de qualidade para figurar no nosso decrépito blog, decidimos dissertar sobre um tema sobre o qual ainda não dissertámos (grande construção frásica, denotando imensa vontade de encher chouriços de modo a ocupar mais espaço de crónica, implicando menos texto a escrever, texto esse com algo de realmente interessante).
E que tema é esse então, pergunta o único e estóico leitor do nosso blog?
Não sabemos. E estamos com esperanças de que até sensivelmente a meio desta crónica algo possa surgir.
Nesta época do ano, sempre poderíamos escrever sobre as maravilhas das férias do Verão, cheias de sol, praias, passeios, amores de Verão, topless, putos parvos genéricos com cabelo à frente dos olhos e calças a cair pelo cú abaixo e pitas fáceis e disponíveis à espera que lhes enterrem o mastro, descanso, os 57 jogadores do Benfica que entraram e saíram nesta pré-época, sobre gajas, sobre o grave problema de micose no escroto que atacou um dos elementos do blog, dos incêndios que lavram o país e a Rússia, fazendo o preço do pão subir, da falta de disponibilidade de em uma porrada de anos ouvir o Primeiro-ministro sobre o envolvimento no Caso Freeport, do caso de cortarem o apoio escolar a quem tenha rendimentos a partir de 600€, sabendo que só os livros escolares custam uns 250€, do reforço com 4 queixos do Sporting e das constantes barbaridades proferidas pelo cotonete e pelo gajo dos 50 fatos ao xadrez, sobre gajas, sobre o desemprego, sobre o julgamento da Casa Pia (mais não por favor!), sobre o puto do Ronaldo feito numa noite de bebedeira, sobre os absurdos e milionários bónus dos gestores públicos, sobre a fabulosa ideia de acabar com os chumbos escolares num país de analfabetos, sobre a espectacular ideia de cortar quase todos os apoios sociais, sobre gajas, sobre o facto de sermos o penúltimo país da união europeia com menor índice de natalidade em 2009 comprovando que afinal as pitas dos 13 aos 17 já descobriram que o método contraceptivo é mesmo com a boca, sobre a troca de rainhas das tardes das Tv’s dos velhos e donas de casa feias e gordas para as estações concorrentes, sobre o filmalhão que foi o “Inception” e o filmalhão de merda que foi o “A-Team”, sobre qual foi o melhor festival de Verão ou até de um possível kit de sobrevivência e uma lista de conselhos para poder assistir a um festival, sobre gajas ou a ausência de variedade na vida dos bloggers, ou até sobre a guerra de palavras para dizer mal e dizer bem da agremiação corrupta entre o Villas Boas e o Mourinho, ou até sobre o Roberto.
Mas não. Não vamos falar sobre este tema.
Desta vez vamos falar sobre nada. Obrigado.
Com esta bela crónica, ficamos cada vez mais perto do objectivo ao qual nos propusemos no inicio do ano. Já só temos que nos preocupar com qual de nós colocará a foto trajes menores. E para isso ainda temos meio ano.
PS: isto quer dizer Post-scriptum
sexta-feira, abril 09, 2010
4 ANUS E MEIO DE CRÓNICAS: COMATOSE EDITORIAL

Os autores dissertam sobre aquilo que sempre acharam na realidade sobre a criação do blog – não tem futuro.
1 Ânu de Crónicas: Autocrítica e auto estima
“(…) enquanto formos capazes de manter isto como uma alegre campanha ou uma tertúlia ondulante, vamos manter o privilégio que é servir-vos com as nossas crónicas.”
“(…) novos desafios surgem perante nós e que apesar de lutarmos com o desemprego, a falta de tempo e algumas vezes contra (des)inspiração, uma coisa garantimos, estaremos aqui para celebrar o 3° ano de Crónicas.”
Resultado: não confiem nos autores deste blog.
Oito Séculos de Tunning – O Síndrome das Capelas Imperfeitas – por Searaman

Oito séculos de operações estéticas nas igrejas de Portugal.
1.
Escrevo uma memória. Fui visitar uma igreja na minha cidade. O templo é classificado como monumento nacional, mas não sabia que a classificação incluía uma autorização para colocar vitrais do século XXI, nas janelas do século XV. Desconhecia o facto, e fui surpreendido pelas declarações de um trabalhador cultural; ao fim de seis séculos a catedral recebe uns vitrais contemporâneos; quiçá a reprodução de um modelo da IKEA para as igrejas do mundo católico.
No nosso país quando se preserva um monumento, reconstrói-se e deixa-se sempre uma impressão digital. É a projecção dos egos, que procuram a vertigem do azul - uma notoriedade catedrática que termina muitas vezes no desfraldar de uma placa votiva, placas de natureza trivial, ou nos casos mais obscenos, fazem a apologia do autarca da terra.
E assim, alguém mais tarde vai recordar no século XXII os casos dos vitrais (quando o telhado do templo for em carbono e o chão sintético aquecer automaticamente), e da placa comemorativa do presidente da câmara
Um adereço que falta acrescentar neste fenómeno tunning, é o cheiro de cadáver
2.
Séculos de aplicação de rendas e “naperons” em fachadas transformaram os templos católicos de Portugal em memórias frias de avós tementes a deus viciadas em doces conventuais. E cada renda e “naperon” têm um nome específico. Por exemplo estamos a falar de nomenclaturas como bizantino, visigótico, moçárabe, românico, gótico, renascentista, maneirista, barroco, neoclássico e contemporâneo e que são aplicados nas construções religiosas, estamos a referirmo-nos a estilos que apesar de se tocarem de leve, sustentam o toque de seda que os caracteriza. Mas não em Portugal, por cá reina um ecletismo ímpar, reconstruímos uma base de uma escadaria ou de um capitel com argamassa da CIMPOR. Mas ninguém se parece incomodar com isso. Basta visitar dois dos nossos maiores monumentos, o Mosteiro dos Jerónimos e o Mosteiro da Batalha para observar a sobreposição de camadas, vontades de gentes de um tempo passado. A arquitectura religiosa nacional vive a síndrome das capelas imperfeitas. Fica tudo incompleto e imóvel no tempo ou então como as obras se prolongam consoante o esmoler os estilos sucedem-se
Será que todos aqueles floreados barrocos se destinavam a melhorar a aerodinâmica das igrejas? Se aqueles blocos de pedras sobrepostas estão quietos como um morto para que serviam todas aquelas velas? Cenário de ópera ou teatro? Chafariz gigante para aproveitar os efeitos da água da chuva? Desejo de libertação do sujeito artístico?
3.
Portugal, oito séculos de existência, ou serão nove séculos de existência? Se os historiadores não conseguem dizer onde é que foi posto no mundo Afonso Henriques, quantos anos viveu Luís Vaz de Camões, ou se Maria de Lurdes Pintassilgo era social democrata ou de esquerda? Então como é que ficamos!?
O tunning, hobby popularmente conhecido dos adeptos das transformações de automóveis de modo a tirar maior partido do design, melhorar o rendimento (dizem eles, está claro) e aumentar o estatuto social vive dias amargos em Portugal. Mas existe um outro tunning com um passado fantástico que não merece o desprezo de almas pobres; o tunning da memória nacional. As forças de lei estão autorizadas a punir os infractores do tunning automóvel mas não do tunning da memória nacional, porque é um fenómeno acarinhado. O estado que manda punir, mas autoriza a venda de produtos de tunning, exibe um comportamento desviante; mas não de todo, se atendermos que os membros da partidocracia que nos governa andam em carros que não precisam de alterações. Já trazem todos os kits possíveis e imaginários de origem. Os solitários que se dedicam a aplicar escapes Remus e amortecedores Koni, saias, ailerons e luzes com olhos de insectos florescentes andam a fomentar a máquina fiscal e a repressão do farol punitivo das polícias.
Mas o tunning dos monumentos, como foi visto nesta crónica é para continuar, pois deixemos os engenheiros riscar e os empreiteiros construir e reconstruir o nosso património como crianças a brincar com legos.
terça-feira, novembro 24, 2009
Educação do Cagalhão...

Bem, o tema sorteado da fabulosa (e muito poeirenta) tômbola de temas das Crónicas do Demencial é a Educação. Um tema muito sério, e como tal vai ser tratado com a seriedade que lhe assiste.
O estado actual da educação vê-se pelo seguinte: antigamente (no tempo dos antigos, no século passado) quando um pai era chamado à escola por o filho ter mandado um peido e ter levado umas reguadas de madeira nas mãos, ainda levava na cara e o pai até agradecia à professora por dar educação ao filho (eu levei muitas e aqui estou eu).
Hoje em dia, os encarregados de educação mostram interesse e iniciativa ao irem à escola após o filho ter sido repreendido por desrespeito aos docentes, e ao chegar à escola, é o professor a levar na cara!
A educação actual tem quatro faces: O Ministério, Os Professores, Os Pais, e os Alunos.
À uns anos atrás, houve uma insurgência relativamente a uma geração de adolescentes que de diferentes, foi no aproveitar da sua “recém” adquirida liberdade para usar camisas de flanela aos quadrados, calças rotas e ouvir musica dos Metallica, Nirvana ou Gun’s & Roses e de experimentarem inocentemente o que de novo o mundo lhes proporcionava.
Do quadro negro pintado na altura, só existe a memória da repreensão na mente de quem a sofreu e os “rotulados” de geração rasca são agora a força laboral do país, tendo muitos deles cargos importantes, vidas de sucesso e até filhos.
O que nos leva à geração actual.
Não sei se repararam, mas de certa forma, a série/novela adolescente da TVI “Morangos com Açúcar” foi a revolução dos cravos para a presente geração.
Álcool, sexo, violência, crises, moda, posses, e dramas são alguns dos pratos fortes do dia-a-dia desta nova fornada de jovens portugueses.
Como tal, e com a crescente “liberalização” de costumes, surge a “Geração Morangos”. Jovens que influenciados pela série do mesmo nome, adoptam as modas e comportamentos, adoptando essa “realidade” como sua.
Oito anos depois do surgimento da série, o resultado está à vista. O novo adolescente-tipo “pré-fabricado”.
Com um estilo igual para todos, o adolescente é “independente” da vontade dos pais, bebe, tem relações, entra em brigas, vive dramas e ostenta posses de tudo o que é gadget actual desde os 6 anos de idade. O respeito e trabalho são meras palavras no dicionário, trocadas em detrimento da nova língua Portuguesa pós-sms.
Os casos de problemas com estes adolescentes são inúmeros e bem vivos na memória colectiva.
Problemas nas escolas, cafés, bares, discotecas e nas ruas estão documentados. Com o passar do tempo, também a promiscuidade aumenta em proporção (entrando neste campo daria uma crónica inteira).
A ajudar à festa vêm os novos costumes na sociedade actual, super-protectora para quem de si já é difícil de controlar e de incutir regras.
Se um professor agir contra um aluno (que por acaso o desrespeita, desautoriza e por vezes agride à frente dos colegas), é o professor o alvo de repudia e até alvo de processos internos. Boa onda.
A não ser que seja filmado e vá parar os olhos do grande público...
Na geração Morangos, os pais também têm um papel importante: o de figurantes de cartão.
Na ânsia de não terem que lidar com os filhos, desde cedo que os habituam a receber “presentes” só para poderem olhar para o lado, incutindo-lhes uma total desresponsabilização e o saber de gerações que diziam “se pedir, eles dão logo”. Como tal, é esta a sua preparação para os desafios vindouros da vida, como a responsabilização pelos actos e o ingresso no mercado de trabalho.
Nisto entra o Ministério da Educação a policiar e condicionar os professores que à partida já estão no meio de uma "zona de guerra" armados apenas com uma colher.
Pessoalmente concordo com os professores num ponto: a avaliação deveria ser alterada. E devia ser alterada de modo a que o novo modelo de avaliação contemplasse o número de murros nos dentes, empurrões, insultos, desrespeitos, aulas dadas em silêncio e em que agentes exteriores alheios ao ensino condicionam o seu trabalho.
Poderia ter ainda a inovação da participação dos encarregados de educação na avaliação dos professores através de vários graus de satisfação que iriam desde "Palhaço" a "Filho da Puta".
Daí a minha solidariedade para com as manifestações dos professores. Se bem que à primeira vista pensei que tais manifestações fossem pelos constantes aumentos do preço dos combustíveis, dos bens essenciais, das taxas de juros, dos fechos dos centros de saúde, da inflação, dos aumentos inexistentes dos salários e perda de poder de compra ou até que o Benfica tivesse ganho o campeonato, mas não. E acho muito bem.
O país adora conversar sobre professores, mas nunca fala sobre educação.
Portugal ainda não arranjou coragem para lidar com este facto: os alunos acabam o secundário sem saber escrever.
Eu também vou fazer uma marcha indignada. Vou descer a avenida com a seguinte tarja: "Os alunos portugueses conseguem tirar cursos superiores sem saber escrever". A coisa mais básica – que é saber escrever – deixou de ser relevante na escola portuguesa.
De quem é a culpa? Dos professores? Certo. Do Ministério? Certo. Mas os principais culpados são os próprios pais. Mães e pais vivem obcecados com o culto decadente da psicologia infantil.
Não se pode repreender o "menino" pois isso é excesso de autoridade, diz o Psicólogo. Portanto o petiz pode ser mal-educado para o professor.
Não se pode dizer que o "menino" escreve mal pois isso pode afectar a sua auto estima. Ou seja, o rapazola pode ser burro, desde que seja feliz.
O professor não pode marcar trabalhos de casa porque o "menino" deve ter tempo para brincar. Genial: o "menino" pode ser preguiçoso desde que jogue na consola.
Ora, este tal "menino" não passa de um monstrengo mimado que não respeita professores e colegas pois não conhece tal conceito.
Mais: este monstrengo nunca reconhece os seus próprios erros. Neste mundo Peter Pan os erros não existem e as coisas até mudam de nome. O "menino" não escreve mal; o "menino" faz, isso sim, escrita criativa. O "menino" não sabe escrever recessão mas é um Eça em potência.
Se querem culpar alguém pelo estado da educação, os pais que se olhem ao espelho.
Entretanto um novo elemento surgiu que sozinho faria uma nova crónica: O Novo Acordo Ortográfico. Concordo com o acordo.
Assim os "meninos" já estão ensinados.
Para finalizar deixo uma reflexão:
Em Portugal, o poder de compra caiu de tal modo que a classe média, sentindo na pele, já é classe baixa.
No seu estilo inconfundível, o Bloco de Esquerda atacou o Governo com o seguinte argumento:
- Temos a situação tão degradada com os valores éticos, sociais e morais a ser postos quotidianamente em causa por este Governo, que até universitárias estão a começar a prostituir-se.·
A resposta de Sócrates não se fez esperar:
- Em primeiro lugar, este Governo não recebe lições de ética, nem quaisquer outras, de ninguém; em segundo lugar e como é apanágio de V. Ex.ª que já nos habituou à distorção sistemática da realidade, o que acontece é exactamente o oposto: a situação é tão boa que até as prostitutas já são universitárias.
Um grande bem-haja e até um dia destes!
quinta-feira, novembro 12, 2009
Já havia Lucky Strike na Idade Média!?
segunda-feira, outubro 12, 2009
Jorge Jesus - Napoleão Bonaparte


sexta-feira, julho 03, 2009
Do Bairro do Lagarteiro ao Circuito da Boavista
Do Bairro do Lagarteiro ao Circuito da Boavista
O outro lado da vida de Luís A. Milton
O piloto portuense de WTCC é hoje um homem rico, mas nem sempre foi assim…
As origens são mais prosaicas actualmente, não é difícil detectar no universo da emigração, do têxtil, do futebol e do karting campeões do presente e certezas do amanhã. É uma vida dura, sempre a fazer e desfazer as malas; jogar ou correr; frequentar descontraídos eventos sociais; e coleccionar namoradas fugazes.
No princípio é preciso vencer grandes dificuldades como lutar pelo mesmo edredão.
É o outro lado. Agora no lado iluminado da vida passa-se a noite no jacuzzi com a namorada. Jacuzzi enorme, borbulhando elogios, apascentando o dia de amanhã.
No Bairro do Lagarteiro costumava ficar com os amigos no pelado jogando futebol; babando o ego refodido na pintura metalizada dos automóveis dos mais velhos. Quebrava-se a modorra quando a junta de Freguesia de Campanhã juntava a maralha dos bairros, todos com subsídio escolar e más notas, ou mesmo nenhumas, para lhes oferecer uns dias de férias num parque de campismo junto à praia de Árvore. E foi aí, que junto de uma velha caravana Bedford que lhe apareceu a redenção. No atrelado do veículo havia um Kart. E deve-se ao Kart o facto de hoje ser embaixador no Sheraton, Hilton e Ritz. Hóteis de 5 estrelas, luxuosos e impessoais, que são tratados com insinuação de um habitáculo familiar, como aquele palacete que tem na Foz. Ao lado do ninho do campeão, existem sempre uns aposentos para alguns familiares ou para receber amigos da família. – “É para jogar playstation, para estar com a família…” Retorque deleitado; preferindo manter as coisas calmas, privadas. Aliás o mais parecido com o ambiente caseiro, mas onde falta a comida caseira: francesinhas, tripas à moda do Porto, rojões à Minhota, cozido à Portuguesa, bacalhau à Braga são os seus pratos favoritos. Da comida estrangeira gosta apenas da Italiana, excepto pizza; há noite prefere um bom bife com molho inglês.
A mesa de mistura e o sintetizador fazem parte do real quotidiano desta pessoa bem. Depois de algumas duras jornadas de trabalho remistura com o Virtual Dj as músicas de DJ`s famosos, alguns seus amigos de férias em Ibiza ou das Caraíbas.
Apesar de pessoa de bem, continua a dizer que gosta de andar na estrada. – “Adoro viajar. Gosto de ir a sítios diferentes, ver coisas espectaculares e conhecer gente nova. É importante apreciar estas coisas, pois estamos sempre em viagem; correr no WTCC é a minha vida.” Recorda e Prossegue. –“ No ano passado disputei a primeira corrida nocturna de sempre da WTCC. Como a corrida se realizou de noite, tivemos de manter os quartos escuros, tomar o pequeno-almoço à hora do almoço e ter a certeza de que as empregadas de limpeza não nos acordavam durante as manhãs, quando ainda estávamos a dormir. Tudo correu pelo melhor. Foi um fim-de-semana louco. Vi filmes até às quatro da madrugada com o Tiago Monteiro.
O piloto pode tratar os quartos de hotel como se fossem o seu apartamento, mas de cinco em cinco dias tem que fazer as malas e partir para outro sítio. Esta semana corre no Monáco, mas dentro de um mês – mais dia menos dia – vai correr no Grande Prémio WTCC no Circuito da Boavista. Segundo o piloto – “O Mónaco e a Boavista são provavelmente, os meus dois grandes prémios favoritos. Estou em casa, por isso sei que vou ter um enorme apoio. Há mais apoio dos nossos fãs do que se pode imaginar; o meu relações públicas disse-me que todas as colectividades desportivas e recreativas de Campanha, Valbom e Rio Tinto quotizaram-se e pediram apoios para ver a minha corrida na Boavista.”
O nosso piloto garante ainda que está profundamente reconhecido por Rui Rio, presidente da Câmara do Porto ter trazido para a cidade do Porto o WTCC e as 500 milhas da Boavista em Kart. Só que desta vez o velho Kart não foi convidado.
terça-feira, maio 19, 2009
E o nosso mundo ficou mais alegre!....
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Pastorais (a continuação...)

Tecnologia para todos
Homem que confunde
Sutiã com software
É porque passa a noite online
Em lugar que dormir com a mulher.
Quando a porca torce o rabo
Já se vê
É porque quer ver futebol
Em HD.
Mulher que oferece playsation
Em Janeiro
É porque te anda a enganar
Com o padeiro.
Com a fotografia digital
Tanto captamos a imensidão da vinha
Como toda a subtileza
Do cú da galinha.
Se o teu rebanho
Pula e sacode
É porque uma das ovelhas
Está a ouvir I-Pod
O GPS que anunciam na TV
Tanto mostra o caminho para a mercearia
Como o ponto g.
quinta-feira, janeiro 22, 2009
Não temos vergonha na P*** da Cara!!!
Dois sem vergonha como nós não deviam ter um blogue. É um insulto à inteligência. É um insulto aos leitores – se os houver ainda. A vontade sempre adiada procriou 2 meses de secura. Não é crise existêncial, tanto quanto sabemos é falta de tempo.
Desde Novembro que a consciência foi amordaçada, mas hoje, dois dias após a tomada de posse de Barack Obama (não existe nenhuma ligação, é uma elacção randonómica) vamos publicar uma nova gulosiea para entreter o Miguel, o Tareco e a Rebeca.
Pronto, cá vai disto; pode tanto fazer bem ou mal a estômagos subnutridos de Crónicas do Demencial.
Pastorais
Tecnologia para todos
Se o teu filho
Quer uma consola
Manda-o trabalhar nas obras
E vergar a mola.
Se o pai não alimenta o filho
Como é de lei
É porque ainda está a pagar
O leitor de blueray.
Homem que se gaba
De sair com muitas raparigas
É porque tem um sexo
De vinte gigas.
O Zé e o Miguel
Gostam da rede partilhada
Agora gostariam de ter a concexão
E esconder a revista emporcalhada.
Mulher que procura
Homem de pau rijo
É porque quer piça
E não quer marido.
Jovem não deixes ao acaso
Os teus dvd´s
Há quem queira saber
Como as tuas garotas perderam os três.
Se o teu primo do estrangeiro
Dá notícias pela banda larga
Deixa a tua família falar com o paneleiro
Para se falar no bairro de lata.
Hoje as finanças
Enviaram um e-mail
Mas não vais em cantigas
E escondes na offshore o papel.
sexta-feira, novembro 14, 2008
Peixe Amarelo
Imagem: Peixe Amarelo mantido de molho na banheira, antes de ser cozinhado. Obrigado Experience Tuga pela imagemO Peixe Amarelo
Já não somos um país de marinheiros, a água provoca-nos convulsões como se fosse alergia. O mar só é importante porque é o viveiro dos peixes, uma fonte de proteínas. Dá pena, pois já não é o viveiro dos Homens, dum passado glorioso; não é mais do que uma recordação cronológica.
A marinha de comércio marítimo desapareceu. A marinha de pesca foi abatida por um grupo de betos desejosos de mostrar o tpc feito à Europa. Mas ninguém disse que o peixe amarelo tinha acabado.
Afinal, como é que vamos pescar o peixe amarelo se não temos frota e mais importante estamos a ficar sem meios humanos!!!
Desta feita, o peixe amarelo é uma questão que engasga os nossos governantes. O tecido empresarial e os economistas calam-se. Não acreditamos que o silêncio seja tácito, significará quando muito a despreocupação burguesa.
Quanto ao peixe amarelo, note bem, qualquer confusão com o seu peixe-dourado, não vai de encontro á substância inerente ao fenómeno “peixe amarelo”, fenómeno ostracizado e sub-explorado. A solução não é ficarmos pela água estagnada do aquário onde vive o peixe-dourado. Nunca resolveremos o problema do relançamento da indústria marítima com um placebo, somente uma boa seringadela alcançará objectivos duradouros!
Descrição do peixe amarelo
O peixe amarelo pertence á família dos peixes de água doce, a sua maternidade localiza-se nos rios. Mas vive a idade adulta na água salgada, também podendo ser encontrado na foz dos cursos de água e estuários. Dizem os especialistas que a natureza deste ser está intimamente ligada ao ciclo das marés, comportando-se o peixe de acordo com os ciclos, aproveitando-os, e mormente as marés vivas para subir o rio e se reproduzir. Contudo esta teoria carece de mais estudos, até ser completamente aceite. Pois até hoje ninguém conseguiu ver ao vivo a desova do peixe amarelo.
Presentemente, apenas Portugal é a única excepção em toda a Europa a confirmar a existência desta nova espécie que começou a aparecer nos meios aquáticos nos anos setenta.
Uma parte da comunidade científica já se pronunciou. Porém o Estado e os diversos governos estão muito passivos, quanto a apoiar investigações mais profundas.
Segundos os cientistas, a nova espécie poderá ter sido trazida pelos antigos combatentes da Guerra Colonial: a Europa que se cuide! Outra teoria traz-nos a hipótese de que o peixe amarelo descende do peixe tripa, e é uma subespécie deste último. A primeira teoria é defendida pela Escola Superior de Ciências Náuticas de Setúbal; quanto á segunda hipótese é proposta pelo Centro de Estudos Marítimos do Norte – Matosinhos.
Como identificar a espécie?
Se for pescador desportivo ou fazer caça submarina estas dicas poderão ser muito úteis.
1_ O peixe amarelo não tem um tamanho predefinido. Por isso não poderá dizer que pescou o maior peixe amarelo da costa portuguesa!
2_ A cor do peixe amarelo tem cambiantes, tons claros significam que o peixe é juvenil, tons escuros significam que o peixe é adulto ou velho.
3_ Um peixe amarelo pode viver até aos 10 anos, mas já apanhados exemplares até aos 14 e 15 anos.
4_ Quando dá á costa morto, o peixe amarelo adquire uma tonalidade de couro pardacento.
5_ Quando pescado á linha incha! Um fenómeno único na fauna piscícola.
6_ Em ambientes aquáticos localizados nos estuários e foz de rios é possível encontrar o peixe amarelo nos lugares mais pantanosos onde procura abrigo na fase juvenil e na mítica reprodução e desova.
7_ No alto mar a pesca por arrastão já trouxe alguns exemplares á superfície, é portanto um peixe que habita até nos locais mais recônditos do oceano.
8_ Como identificar um juvenil? Junto á barbatana todos os juvenis apresentam uma forma típica de um nó.
9_ O peixe amarelo é um ser solitário, nunca foram vistos cardumes de peixes amarelos, quando muito é possível que se formem grupos de 2 ou 3 elementos, sempre peixes machos.
10_ O peixe amarelo não é uma espécie agressiva. Se inchar não se assuste, o peixe não o vai morder ou fazer uma descarga eléctrica.
11_ O paladar do peixe amarelo é muito apreciado pelas mulheres, especialmente as ovas. O homem tende a rejeitar um bom prato de peixe amarelo, muitos homens dizem que o peixe amarelo lhes provoca mau hálito. Alguns que o comem preferem o peixe amarelo juvenil. Os rabos são muito apreciados para petiscar, são os chamados rabinhos de peixe amarelo.
12_ A grande controvérsia do peixe amarelo, que vale a pena focar, tem a ver com duas questões fisionómicas distintas á volta do “apêndice do peixe amarelo”. A Escola Superior de Ciências Náuticas de Setúbal advoga que o peixe amarelo possui um sensor especial que muitos leigos chamam de “olho do peixe amarelo”. Já o Centro de Estudos Marítimos do Norte – Matosinhos arvora que o peixe amarelo possui um protuberância disfuncional como o pâncreas humano, e defende que essa protuberância teve uma importância fundamental á centenas de milhares de anos.
Estas duas questões já levaram a que alguns congressos fossem encerrados pela organização porque os intervenientes entraram em debates muito acalorados.
terça-feira, outubro 28, 2008
Toponímias da Ruralidade

A crónica desta semana apresenta uma lista das ruas de uma Freguesia que tanto pode ser suburbana ou rural, no entanto preste atenção, pode ser uma freguesia a 35 km dos grandes aglomerados populacionais de Lisboa e Porto. Este fenómeno está longe de se encontrar restrito à província profunda. Por isso não entre em contextualizações estapafúrdias com o objectivo de ridicularizar os mataruanos de Portugal, estes como se sabe já estão a sofre na pele e na carteira as últimas medidas deste governo, as atitudes dos grandes grupos económicos, dos Valentins Loureiros que pululam e da Igreja que ainda assusta com os seus discursos um tanto insípidos.
Acredite, pode deparar-se com coincidências felizes e ser surpreso ao encontrar uma rua com o mesmo nome na qual onde você vive. É verdade, sempre dizem que estamos num país pequeno, etnicamente.
Espera-se com este contributo fornecer novidades toponímicas sobre terras como
S. Jorge de Murrunhanha, Vila Nova da Rabona, Merdaleja, Curral de Moinas e Casal da Burra. Localidades relacionadas com a ficção e humor. A propósito, sobre Vila Nova da Rabona, governada pelo grande Presidente Ezequiel Valadas, soubemos pelas entrelinhas do texto que os Gato Fedorento apresentaram no Diz Que É Uma Espécie de Réveillon, que Vila Nova da Rabona é Vila Nova de Gaia… ficamos mais calmos e orgulhosos por ficar a saber que S. Jorge da Murrunhanha representa o Porto. Como sabemos isto, é simples, num sketch dos Gato Fedorento as duas cidades discutiam a construção de uma ponte no rio que as separa.
A anedota desta crónica está em fornecer o nome e significado de alguns arruamentos com um objectivo maior. A partir deste material até o mais verborreico ou anémico aspirante a escritor poderá elaborar um romance ou pequeno conto para entreter uns quantos palermas. Num estilo entre o Camilo Castelo Branco e Eça de Queiroz, com matizes provinciais dentro do estilo seminarista sem esquecer o pitoresco da direita ultra conservadora e rural. E por que não meus amigos, já que se anda á procura da nova literatura portuguesa – dizem-no no Expreso! Não faríamos o romance, – pelo menos assim – mas por que não. Até uns obscurecidos escritores de sátira podem ter o seu quinhão de felicidade. Felicidade ilusória, felicidade transitória, mas felicidade.
Imaginamos já um grande plano de Vila Nova da Rabona ou porque não Fânzeres de Gondomar, um plano que se aproxima de um edifício onde se alardeia um novo escritor que vai receber o prémio do primeiro lugar. E a partir dessa cerimónia, continuamos improvisando, abordando a sua história de vida com uma pitada de Woody Allen, explorando a temática da crónica social de um artista.
Não! Isso é só para alguns; não que isso até podia ser uma história genial.
Nos preferimos escrever um romance de província que será editado pela Editora Provinciae num papel pálido com capa muito brilhante. É o que se arranja com o orçamento pago a meias pela Junta de Freguesia e pelo ancião da família retratada.
Por agora fazemos só as ruas, eis o esqueleto do romance.
Rua de S. Martinho
Mais conhecida por se situar a Igreja velha do padroeiro da terra e albergar o tumulo do fundador. Local muito frequentado por turistas e “perdidos”.
Rua do Ferrador
Local onde os cavalos e burros eram ferrados, aí se localizou o médico do povo até que construíram o Centro de Saúde; o clínico dos dois reinos animais não passava receitas, não fazia horas extra – ordinárias nem estava escalado para o SAP.
Rua da Quelha
Rua medieval muito apertada, para a qual ainda são lançados alguns detritos como água da louça, do balde da esfregona… Felizmente o Presidente da Junta já realizou a instalação do saneamento básico, senão hoje teria de falar de merda…
Rua das Cortes
Antigo conjunto de manjedouras, no qual se erigiram as modernas casas de emigrantes.
Rua dos Carvoeiros
Local onde morava uma família – dizem – com maus hábitos higiénicos, ou seriam mesmo carvoeiros remediados, causando a inveja dos vizinhos.
Rua do Tanque
Rua no núcleo medieval da vila, onde se lava a roupa. Local de cochicho.
Rua do Cabo Manuel (1895-1984)
Rua que homenageia um Cabo mortífero que participou na Iª Guerra Mundial
Rua das Cunhas
Atrás da Rua de S. Martinho, para ela davam a traseiras da antiga câmara municipal e junta de freguesia, por lá ainda costumam entrar os edis locais. É um habitué.
Rua Central
Na qual se situa o tradicional Café Central, cais para as circulares conversas dos homens
Rua Presidente Mário Borges (1951-)
Que por acaso é a rua do presidente da Junta de Freguesia á 20 anos. Local onde mora o mesmo e se situa o Café Imperial e Pensão Imperial, propriedades do mesmo.
Rua da Quinta (Antiga Rua dos Viscondes)
Rua onde vive a reputadíssima família dos Alves, familiares do influente Abade de S. Martinho (adquiriram a quinta a um falido construtor civil. Antiga propriedade dos Viscondes de S. Martinho os Bernardes de Aguiar até 1972). Só aqui podia passar-se uma novela da TVI com 200 episódios.
Rua do Fontanário
Ou o local mais conhecido por albergar as folclóricas beatas. O quê, novamente!
Rua da Estrada Municipal
Ou a rua onde passa – inevitavelmente - a estrada municipal
Rua do Estádio de Futebol Presidente Mário Borges
Pode já não haver futebol há quase 10 anos mas a obra mantêm-se. Local com muitas casas modernas, construídas pelos bajulados emigrantes do Luxemburgo. Os mais amados e ricos.
Rua das Comédias
Situada no núcleo nobre do século XVIII, albergou o antigo teatro Aguiar, demolido nos anos 80 para dar lugar ao mini mercado Silva e Filhos.
Rua do Abade de S. Martinho (Josué da Salvação Alves 1886-1973)
Rua que homenageia um Abade natural da freguesia, a maior referência local durante o Estado Novo. Presidente de Junta entre 1949-1962
Rua Dr. Joaquim Chamorro (1935-1984)
Rua que homenageia um político com o estilo de Francisco Sá Carneiro, tal como este morreu precocemente. Presidente da Junta (1977-81), Presidente da Câmara (1981-1984)
Rua do Comendador Ruy Isaías (1837-1918)
Filho da terra emigrado para o Brasil onde obteve uma avultada fortuna na exploração do café, usando a escravatura e depois imigrantes, benemérito social quando retorna a Portugal em 1901.
Rua de Trás
Rua de má fama por aí perderem a virgindade muitas jovens. Localiza-se na mesma um pequeno altar a S. António, do qual se espera que conserte as bilhas partidas.
Rua da Lanterna
Também conhecida por ter até aos anos sessenta a única casa de alterna das redondezas.
Agora nas redondezas contam-se as casas de alterne pelos dedos das mãos.
Rua Bacharel Bermudo Galopim da Costa (1889-1928) (Antiga Rua 28 de Maio)
Amanuense, Presidente da Junta entre 1922-1926, republicano e escritor com grandes aspirações, infelizmente o meio social matou-o assim como o arqui-inimigo Abade de S. Martinho, foi reabilitado durante o consulado socialista na Câmara Municipal (1985-1989)
Rua da Associação Recreativa e Cultural e Desportiva (ARCD S.M)
Criada pelo Grande Joaquim Chamorro, em 1961.
Rua Padre Jesuíno Amaro Matias (1941-)
Sucessor do Abade de S. Martinho depois de afastado o reformador Padre Marco Rio em 1979.Ditador vitalício do Centro Social e Paroquial da vila.
Rua da Nossa Senhora de Fátima
Criação do Padre Jesuíno Amaro Matias em 1987, para comemorar o milagre tecnicolor de Fátima no ano de 1917.
Largo do Emigrante
Local onde irá desembocar a futura Avenida do Emigrante em Agosto de 2008, embora as obras já estejam atrasadas. Mas como os emigrantes só cá ficam um mês nem vão dar conta do atraso.
Largo D. Martim Galopim de Meneses
Acredita-se que no século XII teria fundado aí a sua villa e consequentemente a aldeia
de S. Martinho.
Beco Pequeno
Local onde segundo a lenda D. Martim Galopim de Meneses construir o solar acastelado, fundando a villa de S. Martinho no século XII.
Beco Grande
Arruamento onde se situam os correios, abertos de segunda a sexta das 14.00 ás 16.30.
Dava um grande livro, não diga que não.
quinta-feira, outubro 23, 2008
Contos dos Beijos Negros com Três Grandes Conselhos de Bruno Aleixo - Última postagem

10
Aires foi ao psiquiatra, anda com nervos, e irrita-se com frequência, e além disso sente estados de apatia. O doutor pensa que se trata de distúrbios bipolares, mas Aires conhecesse bem e sabe que na realidade anda com desejos de realizar Beijos Negros a algumas clientes, e como se já não bastasse isso tinha fantasias com homens.
terça-feira, outubro 14, 2008
Contos dos Beijos Negros com Três Grandes Conselhos de Bruno Aleixo

9
Era só um chá. Mas o Aires não gostava de servir chá. Era uma das poucas bebidas quentes onde não ousava meter o instrumento sexual. O que fazer?
Porque não aviar a bexiga naquela chávena? Qual é o mal, afinal ainda à pouco estivera a beber chá. Ao mesmo tempo poupava nas contas do bar. A cliente poderia voltar e chamar mais alguém para beber aquele chá de edição limitada, com propriedade terapêuticas.
quinta-feira, setembro 11, 2008
Death Magnetic!!!
No decorrer do lançamento do novo albúm dos Metallica, dois leais seguidores da banda que ainda é nos dias de hoje o exponte máximo do Heavy Metal, incetam uma conversa sobre o trabalho mais recente da banda, Death Magnetic. Searaman e Ricardo Cardoso, fazem as honras da casa e apresentam-vos Death Magnetic, ou melhor uma conversa no messenger sobre Death Magnetic; se bem que não abordando todos os pormenores já revelam o suficiente para os apreciadores de sons mais pesados se interessarem pelo novo trabalho do metaleiros de São Francisco – Califórnia.
O novo disco, desde o ínicio do corrente ano, foi alvo das mais diversas conjunturas.
Os Metallica, sempre envolveram os lançamento de novos albuns num clima de secretismo; mas quanto a Death Magnetic, decidiram realizar uma inovadora abordagem na Internet, através da transmissão de pequenos conteúdos sobre o albúm. Surgiu daí Mission: Metallica, uma espécie de documentário sobre o processo de criação do novo albúm, no qual é possível acompanhar o trabalho e como não podia deixar de ser comprar algo que interesse.
Mas, voltando ao mote, éis o diálogo...
Disfrutem, ou então não adormeçam, pois a conversa foi longa!
Searaman:
Hoje tornei a ouvir o death magnetic. É muito rebuscado. Os metallica são um baú de surpresas.
Ricardo Rebuscado? Que queres dizer?
Searaman
Sim!!! Como disses-te ontem é muito bem trabalhado com muitos pormenores
Ricardo Cardoso
Ah, sim!
Searaman
Ainda vou ter que ouvir mais vezes até assimilar aquilo bem
Ricardo Cardoso
Suicide and redemption é um instrumental mesmo bom.
Mas acho k é mt longa. Tem uma volta a mais
Searaman
Eles fizeram músicas mto longas
Ricardo Cardoso
Pois foi! E eu também ando numa terrivel fase de assimilaçao
Apesar da qualidade ser evidente, ta a custar
Searaman
Sim, os safados esmeraram-se desta vez
Ricardo Cardoso
É curioso as várias semelhanças que vou encontrando com musicas do passado;
a bateria, alguns rifs d guitarra. Nada foi feito ao acaso
Mas se calhar é aí k reside o maior pecado!
Searaman
Eu encontro semelhanças com músicas do Garage Inc, e do Load e Reload, e com o Black Album e Kill em All.
Ricardo Cardoso
Eu tb
Searaman
Mas da era 1982-1991 nada que aponte directamente para essa época.
Ricardo Cardoso
Mas tb tem coidsas parecidas c albuns mais antigos.
Olha que tem!
Searaman
Isso já veio ao de cima com o St anger
Ricardo Cardoso
O final de algumas musicas tem traços de speed metal
Searaman
Tenho que ouvir melhor, mas creio é um album pós Load
Ricardo Cardoso
E a guitarra caracteristica do ride the lightning também aparece com frequência.
Este album é um flash back
Uma retrospectiva.
Searaman
Mas não é nenhum best off, coisa que eles fizeram desfarçadamente no S&M
Ricardo Cardoso
Exacto!!! É um flash back camuflado.
Há uma musica k encaixava mesmo no load...ja n sei qual é...
Searaman
Para quem segue a música clássica customa-se dizer que um estilo pode durar décadas, e depende dos compositores. nos caso dos metallica, eles são os maiores compositores de um género. logo é natural o processo evolutivo e a frequência com que vão aos primeiros anos.
Ricardo Cardoso
Eu percebo a intenção deste album, mas não sei até que ponto será este o melhor rumo!?
Searaman
O factor tempo não é importante na música, mas sim que a faz, onde e em que circunstância!
Ricardo Cardoso
Eu sei. mas será a circuntancia propicia para um album assim?
Searaman
Eles é que sabem, quem ouve tem que gostar ou não.
Ricardo Cardoso
Tenho a sensação k este album vai cair no eskecimento
Searaman
Se assim for é sinal que ainda temos metallica mais uns anos
Ricardo Cardoso
Sim
Searaman
Até se cansarem, porque eu acho que eles se vão retirar de vez um dia, e não vão andar por a lançar albuns até aos 70, tipo Rolling Stones, Alice Cooper, Iggy Pop.
Os Metallica agora atingiram o auge da carreira. O Black Album foi uma espécie de Nevermind
Ricardo Cardoso
Sim.
Ja deu p ver k eles serao bons até ao infinito, e que sao capazes de tudo.
Searaman
Sim
Ricardo Cardoso
Melhor que ninguém.
Searaman
Ou quase tudo.
Ricardo Cardoso
Sim!
Searaman
Grandes sem dúvida.
A dupla Hetfield / Lars trabalha bem.
Ricardo Cardoso
Muito bem!!!
Searaman
E os conselhos do pai do Lars tb ajudam... o avô Heavy Metal (como se viu no filme documentário Some Kind of Monster)
Ricardo Cardoso
Ya!!!
Pergunto me como teria sido este album com o Bob Rock?
Searaman
Nem sei que produz este, mas não está mau!
Ricardo Cardoso
Foi um tipo k ja trabalhou com Linkin Park, Incubus, Tool (Rick Rubin).
Searaman
Sabes, depois do Black Album os Metallica entrarm num hiato e desenvolvera trabalhos alternativos. Sobertudo para não se agarrarem a um género que estava a “morrer”, ou em modificação, com o aparecimento dos Korn, e bandas como os Korn.
O Bob Rock é um empresário, fabrica som. Certamente se os Ramp tivessem o Bob Rock a produzir 1 ou 2 albuns deles, eles agradeceriam muito.
Ricardo Cardoso
Certamente.
O Bob Rock sabe o que as pessoas gostam de ouvir.
Searaman
Sim.
Ricardo Cardoso
Ou o que querem ouvir.
Searaman
Ya!
Ricardo Cardoso
Distingue o bom do ideal.
Searaman
O bom do ideal?
Ricardo Cardoso
Sim! Por vezes o bom não é o necessário!
As vezes o bom necessita um ajuste.
Searaman
Sim, estou a ver.
Ricardo Cardoso
Reparei no dvd Some Kind of Monster.
Ele (Bob Rock) fazia muitos reparos a coisas boas, mas para soarem da maneira certa
Searaman
Sim!
Estou a rever aquelas músicas que o James Hetfield tinha feito ao princípio...
Estive a ler umas informações sobre os Ramp, desde 2003, ano em que lançaram o Nude, só editaram um Lp em 2005, e não deram mais notícias... hehehehe, os Metallica portugueses!
ehehehe.... os metallica portugueses!!!
Ricardo Cardoso
Pois!!!
Searaman
Fundados em 1989 (no príncipio da decadência do Heavy Metal)
Ricardo Cardoso
Chegaste a ouvir bem o último dos Moonspell?
Searaman
Sim.
Ricardo Cardoso
Também é uma retrospectiva sem ser best of, ou quase.
Searaman
Acho que é o pior album deles, não consegue ter consistência.
Ricardo Cardoso
É muito épico.
Searaman
sim
Ricardo Cardoso
Pois não.
Mas não acho que seja o pior.
Mas o melhor não é. De longe.
Nem sequer poisou na minha playlist.
Searaman
Eu sei que o Fernando Ribeiro esteve num produção teatral em Lisboa, contou-me um amigo de trabalhou lá na produção.
Quanto ao album, ouvi-o algumas vezes
Penso que o restantes Moonspell estão também a trabalhar noutros projectos.
Ricardo Cardoso
Sim. Também já li sobre isso.
Sao mt dedicados
Searaman
Este último album foi feito porque o quiseram fazer, e não se importaram com as consistência do conteúdo.
Ricardo Cardoso
Ainda não sei como é que a critica está a reagir ao Death Magnetic
Searaman
Nem eu...
Já viste o video no Youtube da caixa do cd?
Está porreira e é tudo em papel
Desde o St. Anger que abandonaram as caixas de plástico.
Ricardo Cardoso
Que bom
Searaman
Agora a falar a sério o que é que o António Freitas pensa disto? Será que o convidaram para ouvir, como fizeram para o St. Anger?
Ricardo Cardoso
Nao sei!
Não tenho conhecimento de nada!
Mas certamente que da parte dele haverá um comentário depois do lançamento oficial
Searaman
Sim, e vao ter um programa dedicado, como sempre.
Eo que achas do baixo neste novo album? Eu acho que mal se nota, está só a acompanhar a batida. Que se passa com o Trujillo? Ainda vai sair...
Ricardo Cardoso
Ya, mal se nota!!!
Searaman
Mas está lá.
Ricardo Cardoso
Eu até verifiquei as definiçoes do equalizador!!!
Searaman
Penso que deram preponderância ás guitarras, e á voz.
Acho que o James Hetfield está muito melhor que da última vez.
Ricardo Cardoso
Muito, mesmo!
Searaman
No St. Anger tinha regressado da grande ressaca ou depressão.
Ricardo Cardoso
Sim.
A maneira como ele canta neste album é o típico habitat natural dele
Searaman
Mas achei que no Sr Anger ele fez mais esforço... muita mais raiva.
Agora só encontro comparação com os vocais do Black Album
Ricardo Cardoso
Era essa a ideia, agressividade positiva.
Searaman
Não sei porque deram o nome Unforgiven III a uma das músicas?
A introdução é boa
Ricardo Cardoso
Também nao sei...?
Ou melhor...
Parece que a estoria continua
Ouve bem a letra.
Searaman
Sim, deve ser essa a mensagem!
Ricardo Cardoso
Acho que tem algo a ver com as anteriores,
Há uma frase muito marcante que diz:
RockaRolando com Death Magnetic says:
“But how can i blame you, if its me i can´t forgive?”
Searaman
Cenas do Hetfield
Ricardo Cardoso
As cenas dele.
Searaman
Estive a ouvir 3 músicas dos Metallica portugueses... se Metallica soa-se assim era o fim!
Os Ramp, parece uma versão pop dos Korn, dos último dos Korn


